Kraftwerk e o conceito de Pirataria

kraft

O Conceito de pirataria já se alterou muitas vezes no decorrer da minha trajetória com apreciador de boa música (pelo menos para quem compartilha meu gosto musical).

Se na minha adolescencia um disco pirata significava quase uma encarnação divina, um hiróglifo perdido vendido a um preço altíssimo pela exclusividade da peça, no início da idade adulta o conceito, por razões financeiras, migrou para algo como:

O produto que eu quero consumir pelo preço que eu posso pagar 

Era uma época em que um CD pirata era vendido por cerca de 10 reais em poucas bancas de camelô, ainda.

Depois a pirataria adquiriu um caratér subversivo, danoso, criminal, sendo posta ao  lado do tráfico de drogas como atividade criminosa mais rentável no País, dentro de um mesmo contexto, pois sem o consumo não haveria a produçâo e nem a comercialização.

Sem levantar nenhum tipo de bandeira e por compreender que respeito a direitos autorais é uma questão de cidadania, optei por não consumir produtos piratas, e, no decorrer dos anos seguintes, procurei conhecer bandas através da internet e , caso a música me chamasse atenção, procurar o material original. Passei a compreender o download como uma forma de divulgação que não fica presa a um formato midiático, pois, assim fosse, como se iria enquadrar as centenas de milhares de sites que disponibilizam albuns para download gratuitamente.

Bandas como o Radiohead, cujo In rainbows foi lançado em um movimento inédito , para download pelo preço que o consumidor achasse que devesse pagar (e rendeu mais do que Hail to the Thieve, penúltimo album da banda) e Artic Monkeys, cuja divulgação e aparição se devem exclusivamente à rede, corroboram o argumento de que o download hoje serve muito mais como marketing do que como pirataria.

Lamentávelmente, pessoas fora da realidade do mundo atual, que se esforçam em manter um muro ao redor da informação e agem como se estivessem vivendo há 30 anos, andam perseguindo comunidades de download no orkut, algumas, como a Discografias, que contam com cerca de 800 mil participantes, quase a população de uma cidade de médio porte.

Essas pessoas, para quem a ditadura ainda não acabou, não tem argumentos claros, macaqueam um comportamento Norte americano tão datado quanto o conceito de pirataria que eles defendem.

Nos anos 90 foi forte a perseguição aos primeiros programas de compartilhamento de arquivos,Já falamos sobre isso aqui na Toca , e um dos mais ferrenhos defensores da punição a quem compartilhava arquivos pela internet foi Lars Ulrich, baterista do Metallica, que recentemente declarou que isto (download) é uma realidade do mercado atual e ponto.

Portanto, argumentar o que pode e o que não pode em outubro de 2008 é como discutir o direito das mulheres ao anticoncepcional nos anos 60, é inútil e infrutífero, pois já é um comportamento amplamente difundido e ninguém vai parar de fazer por que meia dúzia de censores ressucitados que desconhecem a complexidade do mercado atual acham que é errado.

Para fechar esse post sobre pirataria com chave de ouro, deixo um inacreditável albúm pirata do Kraftwerk* (Parte I e Parte II) , provavelmente gravado nos anos 80 e lançado exclusivamente em vinil, extraído do blog: MUNDO ESTRANHO DE PB

Enjoy It

Saudações Centaurinas

RCD CHOICE VI

rcd6

Já saiu o sexto volume da coletânea elaborada por membros da comunidade RCD do orkut. A comunidade agora batizada de RCD Rebuilding, está se levantando após ter sido deletada do site de relacionamentos pelos inquisidores moderadores do site que agora tem reprensentação no Brasil.

Aliás, essa questão de deletar comunidades , blogs e (ou ) sites de troca de arquivos com justificativa de pirataria é um tema ridículo e um retrocesso aos formatos mercadólogicos vigentes, ou seja, essa perseguição é típica de mentalidades retrogradas e provincianas, que amam macaquear a demencia persecutória norte americana e promover esse tipo de perseguiçãozinha escrota.

A Coletanea deste mês é emblemática pois além de ser uma homenagem à resistencia da comunidade, é um libelo contra a medocridade predominante entre esses doentes sem pai nem mãe.

Tracklist:

1.Disclaimer –The Dears
2.I Will Leave – Hari and Aino
3.Phantom Other –Department of Eagles
4.Hello Benjamin –Melpo Mene
5.The Sex has made me Stupid –Robots in Disguise
6.Strangers- Van She
7.Cape Fear- The Rosebuds
8.Wretch- Protest the Hero
9.Magic Man- The Aliens
10.Paper Planes- I’m from Barcelona
11.St Peter’s Day Festival- Ra Ra Riot
12.Holes in The Walls- Ponies in Surf

 

Enjoy it !

Fleet Foxes, The Gutter Twins & The Amps



O primeiro é a mais nova sensação do Rock rural norte americano,saídos de Seattle e comparados a bandas como Beach Boys e Crosby, Stills & Nash :

"Crescemos ouvindo Beach Boys e bandas que se preocupavam com a harmonia das canções, então há uma preocupação com isso nas nossas músicas", disse em entrevista à Folha de São Paulo, Casey Wescott, tecladista e vocalista do grupo:

"Pensamos nos arranjos vocais, na forma como as letras são cantadas. A melodia tem de ser forte...".

o Fleet Foxes mergulha fundo no cancioneiro do rock e emerge com material suficiente para produzir um amálgama criativo e original que passa por Van Morrison, Crosby, Stills & Nash, Beach Boys, Bob Dylan, The Zombies, The Birds, Marvin Gaye e até Mutantes.

Na mesma entrevista à Folha Robin Pecknold, vocalista e guitarrista da banda falou sobre a sonoridade da banda :

"Nos sentimos bem-sucedidos se fazemos uma canção em que cada instrumento faz algo interessante e melódico. Nos inspiramos na tradição da música folk, pop, corais gospel, psicodelia barroca, música da Costa Oeste [dos EUA], música tradicional da Irlanda e do Japão, trilhas sonoras. E somos inspirados pela música de nossos amigos de Seattle"

Para ouvir o album de estréia do Fleet Foxes Clique aqui

Já o The Gutter Twins  é na verdade um supergrupo, formado por Greg Dulli, ex-vocalista do Afghan Whigs  ao lado do amigo Mark Lanegan, que foi vocalista do ótimo Screaming Trees.

Nos últimos anos, Lanegan se especializou em participar de grandes projetos seja ao lado do Queens of The Stone Age seja com Isobel Campbell, ex-Belle and Sebastian cuja parceria que já rendeu dois álbuns, fora participações em álbuns de PJ Harvey, Melissa Auf der Maur e Soulslavers..

Mark Lanegan já vinha colaborando com Greg Dulli nos discos do Twilight Singers o que facilitou o processo de criação do The Gutter Twins, cuja estréia oficial se deu em março com o lançamento do álbum "Saturnalia", pelo selo Sub Pop, e agora retorna ao mercado –  via iTunes – com  "Adorata", EP  com oito faixas .

"Adorata" é recheado por covers inusitadas que vão de Primal Scream e Scottt Walker, passam por José Gonzalez e Vetiver e inclui uma em especial: "Flow Like a River", do Eleven, banda de Natasha Shneider, amiga dos músicos e membro do Queens of The Stone Age, que morreu de câncer no começo deste ano, por este motivo, parte da renda da venda do EP será destinada para a ONG Natasha Shneider Memorial Fund. O nome do projeto não poderia ser mais perfeito. The Gutter Twins signfica Os Gêmeos da Sarjeta e vem de umafrase de Oscar Wilde: "Estamos todos na sarjeta, mas alguns ainda olham as estrelas".

Para ouvir Saturnalia e conhecer o projeto, clique nos Links abaixo:

Parte I

Parte II

(Arquivo dividido em 2 partes)

Já a citação à banda formada por Kim Deal, após romper  com a irmã Kelley e pular fora do Breeders, é que este é talvez um dos mais emblemáticos albuns independentes dos anos 90, quando grande parte das bandas se esfacelavam e se multiplicavam em outras boas bandas. O Pixies já havia encerrado (teóricamente) suas atividades em 1993 e desta primeira ruptura havia saído The Last Splash, icônico album das gêmeas Kin e Kelley Deal, sob a alcunha de The Breeders. Em 1995 a banda surgiu com o nome de Tammy Ampersand and the Ampers, após um recesso das Breeders, mas o nome logo foi reduzido para The Amps, e seu primeiro album foi lançado no halloween daquele ano, com muitas músicas que ficaram de fora de Last Splash, ou seja, o primeiro album das Amps seria algo como o material descartado pelas Breeders.

Apesar das boas críticas, o album vendeu pouco e a banda seguiu até o verão de 1996,abrindo shows para o Foo Fighters, quando então Kim decidiu ressuscitar o nati-morto Breeders.

Dessa aventura ficou o brilhante album de material descartado que você pode ouvir clicando ao lado :Pacer- The Amps

Saudações Centaurinas!!!

New Order e as Ideologias!

Uma das pricipais bandas britanicas de todos os tempos, seria uma definição apropriada para o New Order, mas talvez ainda fosse pouco para uma banda que sobreviveu ao suícidio de seu vocalista quando já era uma das principais referencias do circuito Pós Punk, praticamente inaugurando a fase sombria que se seguiria após os arroubos de testorona adolescente que acompanhavam o Do it yourself do movimento Punk.

Como nenhuma outra banda, Bernad Summer, Peter Hook e Stephen Morris souberam se reiventar, criar algo novo a partir do que havia sido quebrado, do que aparentemente estava morto.

Os shows do New Order com repertório do Joy Division, em 2007, são emblemáticos neste sentido, pois evidenciam uma banda que mesmo optando por trilhar outros caminhos -no caso, da música eletrônica, do pop redondo, para as pistas- jamais descuidou da essencia.

Supunha que isso era decorrente de maturidade artística, pessoal, enfim , de maturidade, mas ao esbarrar com comentários de Peter Hook, a qualquer época, sempre me perguntei se a postura era equivalente às ações.

Hook sempre foi polêmico, gosta disto e se dedica a formar frases impactantes e opiniões cruas com a mesma intensidade que cria geniais linhas de baixo. Sempre foi verborrágico e isso, em um certo sentido, contradiz a postura sisuda da banda, o que não é necessariamente ruim. Ocorre que as vezes, quando tenta ser sincero é mal interpretado, como no caso da entrevista que concedeu Radio 2 da BBC, em uma semana dedicada à sua (ex-por-enquanto) banda: O baixista falou sobre seus desentendimentos com o vocalista e guitarrista Bernard Sumner após a passagem da banda por aqui, últimos shows do New Order. "Eu disse a ele todas as noites depois da turnê brasileira que eu não ia mais fazer isso. Eu fui ao Brasil pelo dinheiro. Eu senti que o New Order estava vazio. Mas não posso falar pelos outros , declarou.

No Orkut, algumas comunidades dedicadas a banda consideraram a declaração uma heresia, alguns demonstraram profunda decepção pelo fato da banda ter vindo tocar no Brasil somente "pelo dinheiro" o que não deixa de ser uma grande hipocresia, pois como empresa que é, uma banda vive sim da arrecadação do material que produz, desde que, naturalmente, ele seja produzido sem se levar em consideração somente "o mercado"

A diferença do New Order, para , por exemplo, Justin Timberlake, é que, ao contrário do segundo, a banda tem uma trajetória, um estilo que se sobrepõe as regras mercadológicas que regem a música pop nos dias atuais. Não pretendo nem levantar bandeira e nem criticar Justin Timberlake pelos motivos dele e até entendo que a comparação seja relativamente peasada, mas é uma forma de demonstrar que, enquanto estilo, música é o que se produz e se vende sob um padrão de qualidade incontestável ,porém, enquanto produto, música pode até ter seu charme, mas padece de vitalidade.

Uma coisa ,no entanto, me chama atenção, o fato dos fãs quererem cobrar de um artista uma posição que jamais ele tomou ,uma aura de integridade "contra o sistema"  que jamais foi proferida e nem prometida por ninguém: Música, independente da qualidade,é produto e como tal dever ser comercializado, existindo público tanto para Justin Timberlake quanto para O New Order.

Se uma banda toca por dinheiro é um bom sinal, se tocasse por ideologia seria perigoso, pois por trás das ideologias sempre há a manipulação e esta, é mais prejudicial que um punhado de dólares.

Los Digitales

Digitales 122

Em Agosto falei aqui, na Toca, sobre uma banda cuja apresentação havia presenciado ao vivo, em uma praça no charmoso bairro da Recoleta, em Buenos Aires. Na época não tive como disponibilizar o link para baixar o primeiro e bacanérrimo album da banda, pois o CD havia ficado com um amigo que só voltaria ao Brasil alguns dias depois. Agora, enfim, tenho a satisfação de compartilhar com vocês uma das coisas mais surpreendentes que tive o prazer de conhecer este ano. Primeiramente, pelo som, que mistura diversas influências, que vão de David Bowie,The Police,Pink Floyd e Prince até Astor Piazola e Atahualpa, passando  por Soda stero, Sumo e Virus (na definição deles próprios).

Em segundo lugar, pela ausência de letras, que transforma o que poderia ser uma curiosidade portenha em música universal.

E,em terceiro e talvez principalmente, pela atitude!

Enquanto centenas de milhares de bandas ficam entocadas em suas garagens esperando uma chance cair do céu, a atitude da banda foi ir a rua, montar seu equipamento e oferecer o que podiam, sua música, pura e simplesmente.

Talvez se mais bandas tivessem a atitude de, em um domingo qualquer, montar seu equipamento na esquina de sua casa, em uma praça do bairro ou na quadra de uma escola para simplesmente compartilhar sua arte, sem ambições vazias de primeiro serem descobertas para então criar um público, talvez se mais bandas tivessem a ousadia de se fazer conhecer e se auto divulgar de uma forma tão simples e honesta, talvez tivéssemos dias mais divertidos e inusitados e poderíamos, eventualmente, topar com gratas surpresas, como a que eu tive em uma prosaíca e fria tarde de domingo.

 

"Digitales":Banda disco-rock con diversos efectos que lo llevan a sonar algo electronico.Fue formada en enero del 2008 por Pablo Mendez y Cristian Kiffer,quienes produgeron el primer disco en forma independiente llamado DIGITALES 2008 acompañados por Roland R8 programada y producidas por ellos mismos,ya en Abril del mismo año se suma a la banda Nicolas Moyano en bateria para quedar como musico estable de la banda,con esta formacion se presenta en vivo todos los Martes y Jueves en Pnal. Florida y Dnal. Norte a las 19:30hs. y los Domingos en Recoleta (Junin-V.Lopez)16hs.lugares donde pueden adquirir el disco.

Blog da banda


Album: Los Digitales- 2008

A Fúria de Robert Smith



Depois do Piti de Morrissey contra o lançamento da enésima coletânea do Smiths, dessa vez foi Bob Smith quem andou se estressando com as gravadoras. O Motivo, no caso de Mr Bob, não foi algum lançamento (teóricamente) caça níqueis, mas o preço com que o site ITunes vendeu o novo EP da The Cure, "Hypnagogic States",

O EP, que inclui remixes dos singles que a banda editou este ano (em antecipação ao novo álbum)  está sendo vendido por £7,99 no iTunes britânico.

Smith publicou uma nota enfurecida no site oficial da banda, dizendo: "Por favor, não comprem o EP Hypnagogic States no iTunes por £7,99. É um absurdo"

Abaixo, a transcrição do email que ele enviou à sua gravadora:

"Caro, estou desesperado novamente. O Hypnagogic States está agora no iTunes britânico... Cinco faixas por £7,99? Que merda é esta? E o pacote não inclui a música extra (remix  do 65DOS de "The Only One"). Ou seja, podem comprar os quatro remixes do 30STM/AFI/MCR/FOB individualmente por 79p cada... Mas só recebem o remix de "Exploding Head Syndrome" do 65DOS dos quatro singles se pagarem £7,99 pelo "álbum"... Quem é que não se vai sentir completamente roubado por pagar £4,83 pelo remix do 65DOS? Isto não é a merda de um álbum! É um EP de cinco faixas e é suposto receberem gratuitamente uma faixa extra (remix do 65DOS de "The Only One") se comprarem o EP e é suposto custar menos se comprarem como EP de cinco faixas que se comprarem as cinco faixas individualmente... Foi isso que foi combinado. Isto está muito errado. Estou mesmo desesperado. Porque é que é tão incrivelmente difícil fazerem uma coisa como deve ser? Por favor corrijam isto agora".

Sobre o fato da venda do albúm ser revertida para a Cruz Vermelha, Robert declarou ainda:

"É fabuloso o dinheiro ir para uma boa causa, mas, por favor, comprem só este EP de cinco faixas no iTunes quando estiver disponível por £4,00 ou menos e tenham direito ao remix gratuito"

o novo álbum do The Cure, chamado "4:13 Dream",será lançado No próximo dia 28 de outubro através da Universal .

Pearl- Chapterhouse

My Sweetest memories from 90's

The Comsat Angels


Ao lado do The Sound, uma das bandas mais injustiçadas pela história do Pós Punk oitentista foi o The Comsat Angels. E aqui a injustiça não foi, como no caso do The Sound, pela falta de reconhecimento. Talvez tenha sido até um pouco pior.

Incluída na trilha sonora do filme "Academia de Gênios" (Real Genius),um filme com temática adolescente que vira e mexe passava na sessão da tarde, a banda ficou restrita a essa referencia, a despeito dos geniais albums Waiting for a Miracle (1980) ,Sleep no More (1981) e Fiction (1982).

A  banda ,originaria de Sheffield, Inglaterra, iniciou a carreira sob o nome de Radio Earth. Após uma desastrosa abertura de  um show da banda Pere Ubu,em Newcsatle, Inglaterra, perceberam que algo (ou tudo) poderia ser repensado, a começar pelo nome.

Tomaram então emprestado o título de um conto do autor inglês (nascido na china) J.G Ballard, mais conhecido no Brasil por ter tido sua biografia "Império do Sol", levada ao cinema por Steven Spilberg em 1987, com um Cristian Bale no auge dos seu 12 anos interpretando o autor.

Gravaram em 1979 um EP , intitulado de Red Planet, que caiu nas mãos do icônico e onipresente DJ Inglês Jhon Peel, responsável pela descoberta de praticamente tudo de bom e de ruim no período compreendido entre o fim dos anos 60 até os anos 90.

Após assinarem contrato com a Polydor para a realização de três albúms ,se viram no meio de um impasse da gravadora, que simplesmente não sabia como manejar a carreira da banda, resultado de um contrato que permitia liberdade criativa à mesma.

Após o sucesso de Independence day  -Música cuja bateria soa estranhamente parecida com a de Soldados, do primeiro disco da Legião Urbana- A banda seguiu abrindo shows para o Gang of Four .

E aqui cabe um parágrafo:
-No Brasil do início dos anos 80, encontrar material recente de qualquer banda que não estivesse no topo das paradas era uma atividade hercúlea, que exigia bastante grana e também os contatos certos e as bandas de Brasilia daquele período possuiam ambos, fazendo com que o Comsat se tornasse uma das pricipais influencias daquelas bandas, como Legião e Plebe Rude.-

Em 1983 , com o fim do contrato com a Polydor a banda assinou com o selo Jive e prouz "Land", dando início a uma seuqencia de albuns irregulares, como 7 Day Weekend  de 1985 e Chasing Shadows de 1986, este já na Island Records.

A banda continuou na ativa até 1995, quando lançou o pesado The Glamour, seu último disco.

O forte da produção da banda, no entanto, está concentrado no período compreendido entre 1980 e 86.

Para que você conheça um pouco mais da banda (e faça a devida comparação com a música da Legião) de uma olhada no clipe abaixo.

Saudações Centaurinas!!

Sinal dos Tempos


Um dos eventos mais marcantes do início desta Década foi sem dúvida a criação dos compartilhadores de arquivos. Se hoje o Napster parece pré histórico, a revolução que ele iniciou e  disseminou nos anos seguintes não tem precedentes históricos, talvez algo que se aproxime disto tenha sido a criação dos primeiros registros fonográficos, que tiraram a música dos imponentes teatros e  salões e a instalou confortavelmente na sala ou quarto da casa de cada um. Após a derrocada do Napster, inúmeros substitutos surgiram para ocupar a vaga deixada pelo pioneiro.

Kazaa, Lime Wire, Imesh, Soulseek ,Torrents, todos deram sua contribuição para socializar a  música ( e os vídeos, e os ebooks e ...enfim)

O contraponto legal a isto é que o conceito de pirataria, antes engessado a um formato de distribuição como vinil ou CD se amplificou e dissipou com a mesma intensidade.

Afinal, de que se trata específicamente o termo em 2008?

a comercialização de arquivos protegidos por direitos autorais sem a devida autorização é o conceito fundamental onde se pode enquadrar a pirataria. Mas e o compartilhamento de arquivos?

Onde enquadrar quem, por exemplo, envia um email para um amigo contendo uma rara gravação de Coltrane?

Quem enquadrar quando em um site qualquer há um link disponível para baixar esse ou aquele arquivo, um lançamento ou uma raridade ou mesmo um album que jamais fora lançado?

Toda a perseguição a quem baixa e a quem disponibiliza arquivos pode ser infrutífera se não caracterizar comercialização.

e comercialização aqui se enende como alguém que obtem vantagens financeiras sobre a venda de um produto ilegal, protegido.

A aquisição dos formatos de mídia vigentes vem caindo ha bastante tempo , caindo tanto que a tendencia para a próxima estação é a ressurreição dos discos de Vinil, algo que virtualmente é impossível copiar e cujas vantagens sonoras são defendidas ferrenhamente não somente pelos saudosistas, mas também por algumas gravadoras.

O fato é: estamos diante de uma nova etapa na guerra entre gravadoras e desenvolvedores de softwares de compartilhamento.

Não há uma maneira eficaz de proibir o compartilhamento de arquivos para uso pessoal, qualquer um com uma conexão com a internet e espaço no HD virtualmente é capaz de ter acesso a qualquer arquivo que deseje, bastando para isso pouco mais que dois cliques .

No início desta década, um dos inimigos mais ferrenhos dos compartilhadores de arquivos atendia pelo nome de Lars Ulrich,baterista do Metallica. E a guerra que ele travou ao Napster terminou sendo tão infrutífera quanto a resistência ao envolvimento de seu grupo com a internet.

Durante as entrevistas de lançamento do novo album do Metallica ,"Death magnetic", Ulrich andou surpreendendo o meio musical com declarações como : "se o negócio está vazando no mundo inteiro hoje ou amanhã, que sejam felizes."

Em entrevista à rádio Live 105, de São Francisco, ele definiu bem este novo panorama que se apresenta: "Estamos em 2008 e isso é parte dos dias de hoje"

Vindo de alguém que defendeu com unhas , dentes e tudo mais o que estivesse a mão os direitos autorais de sua banda, a declaração que poderia causar estranheza se proferida a uns 3 anos atrás, trás embutida um clara constatação, um evidente sinal dos tempos.

A música é um produto que pode ser comercializado em diversos formatos, a socialização dela é uma forma de divulgação e este  padrão , pelo menos por enquanto, foi a forma escolhida por quem consome este produto, porém, de maneira inédita na história, sem a participação de grandes corporações e sem grandes e milonárias estratégias de divulgação. A socialização da música resgatou talvez a principal razão da mesma existir: agradar e despertar emoção sincera em quem a busca.


Abaixo o primeiro vídeo do novo álbum albúm do Mettalica: "The Day That Never Comes"

The Smiths


os Smiths foram a banda perfeita dos anos 80, de uma coesão incrível e de uma sonoridade rica e original, que fundia diversos momentos distintos das décadas de 60 e 70 e somava a isso as letras angustiadas de Morrisey e a genialidade guitarrística de Jhonny Marr.

O fator decisivo  para a banda ter se tornada clássica, foi a concepção de um início ,meio e fim bem definidos.

Se muitos fãs da banda se consideraram orfão após o lançamento de Strangeways here we comes, a internet ajudou a amenizar essa lacuna através de blogs e ou comunidade em sites de relacionamento que disponibilizaram vasto material pirata e/ou alternativos dos anos em que Morrissey, Marr,Rourke & Joyce deram o ar de sua graça juntos.

Em contrapartida, as gravadoras descobriram um filão milionário exatamente após o fim da banda, as execráveis coletaneas.

Se Best Vol I, lançado em 1992, vendeu 435 mil cópias desde o seu lançamento, somente nos Estados Unidos, a coletânea oficial Louder than Bombs, de lados B e Singles, vendeu no mesmo período 416 mil unidades nos EUA.

Isto somado à crise mundial por que passam as gravadoras, faz com que cada vez mais e para evita prejuízos elas invistam no líquido e certo. É o caso da coletânea "Hang the DJ: The Very Best Of The Smiths" , que será lançada no dia 07 de outubro (nos EUA) em formatos simples e duplo.

A edição simples conterá 23 sucessos e o disco bônus trará lados B e versões alternativas dos clássicos da banda.

A coletanea não conta com o aval dos ex membros da banda, Morrissey, por exemplo, declarou em seu site que não autorizou o seu lançamento, e já pediu aos fãs que não comprem o produto.

Muitas das música, principalmente as do disco bonus, são versões ao vivo rematerizadas e trabalhadas dos melhores takes dos supra citados albuns piratas da banda, facilmente encontrados na internet.

Para os fãs incondicionais, isto pode fazer certa diferença, principalmente em relação à qualidade sonora, mas a pergunta que fica é: Quem precisa de mais uma coeltânea dos Smiths?

De Artic Monkeys a Oasis, passando por Kate Moss.

 

Era apenas um boato, mas em entrevista a BBC, Josh Homme, do Queens of the Stone Age confirmou que vai produzir o terceiro disco do Arctic Monkeys cujas gravações  serão realizadas no Rancho De La Luna Studios, Califórnia.

Enquanto isso, Frank Black confessou ao NME que, apesar de ainda não estar nada decidido, existem grandes chances de haver um sucessor de Trompe Le Monde , último album de inéditas do Pixies,  de 1991, segundo ele, teria de ser algo "completamente novo"."Tenho de ver se a banda, como um todo, quer ir para estúdio gravar um novo disco", disse o líder da banda.

De acordo com ele - Por um lado faz sentido. Tem de haver um ângulo. Não podemos continuar a tocar as nossas músicas antigas para sempre-

Ainda na seara dos lançamentos / parcerias, Fatboy Slim está com projeto novo. The Brighton Port Authority, ou BPA. Uma das faixas é "Toe Jam", que tem nos vocais Dizzee Rascal e David Byrne.

Uma notícia boa:

Kate Moss é a estrela do novo vídeo da banda inglesa We Are (Not) Sex People.  A modelo britânica, que já participou em vídeos dos White Stripes, Primal Scream e Marianne Faithfull, irá aparecer nua no videoclip, participando de uma orgia em um bordel.
A ideia da banda é recriar o bordel House of Cyn, um dos mais famosos de Inglaterra nos anos 70 e 80.

A Kate Moss caberá desempenhar uma versão "jovem e sexy" de Cynthia Payne, a dona desse bordel.
De acordo com o vocalista da banda, Dan Summers, na orgia do Clip Kate Moss irá contracenar com um homem mascarado de coelho gigante.

Uma notícia chata:

Steve Foley, o baterista dos Replacements no último ano da banda, morreu no passado fim-de-semana, vítima de uma overdose acidental aos 49 anos.

Entre 1990 e 1991, Foley substituiu Chris Mars na bateria da banda, acompanhando a digressão do último álbum editado pelo grupo - All Shook Down.

O novo album do Oasis,"Dig Out Your Soul" ainda não caiu todo na rede. Apenas algumas faixas, como "The Shock of the Lightning", "Falling Down" e "Ain't Got Nothin" já vazaram.

Segundo a rádio francesa NRJ a imprensa inglesa não mentiu quando disse que o novo álbum do Oasis é excelente.

ainda de acordo com a rádio:

“Dig Out Your Soul” é um real tesouro musical e é sem dúvida a melhor obra de estúdio dos irmãos Gallagher.
- As novas composições saem do habitual e se orientam para novos sons. O progresso entre as partes da obra é extremante coerente.
-A energia do álbum começa crua nas primeiras canções e vai ficando mais sofisticada ao final.
-Os Gallagher deixaram de lado seu som britânico popular e se concentraram muito mais em um rock cru, às vezes ligado ao folk. E é muito pesado, especialmente “(Get Off Your) High Horse Lady”.
- Existe um excesso de arranjos precisos nas introduções das músicas e a bateria revela uma grande eficiência aos sons.
-Tantos os que amam quanto os que odeiam a banda irão encontrar algum motivo para amar este novo álbum.

Sei não, mas como pretensão e egolatria contam mais para a banda do que o som propriamente, prefiro escutar primeiro e emitir opinião depois, abaixo uma amostra do novo trabalho:

No Heroics

Talvez a melhor série de 2008, uma alternativa britanica a Heroes,que, no entanto , não se leva a sério.

Infelizmente os canais a cabo no Brasil raramente passam séries britanicas , que são , em grande parte, muito mais sagazes e interessantes do que 90% das séries americanas.

ainda bem que Deus inventou os torrents...

O Bom Centauro à Toca Retorna!!

ALEAUGO8 156

Pois é, estou de volta, depois de quase um mês (ou mais de um mês) fora. Estive trabalhando e sem possibilidade de pesquisar coisas bacanas, mas as vezes as coisas bacanas surgem de onde menos esperamos, como eu uma praça na Recoleta, Buenos Aires,em uma  ensolarada tarde domingo.
Uma banda monta um equipamento mínimo , extrai um som máximo, e  impressiona os incautos traseuntes

O nome da banda:
Digitales (esses da foto que inicia o post).

O Som:

Uma mistura de Surf Music com o Melhor Indie Rock, no entanto, totalmente instrumental-

O Album:

Assim que cair na toca ponho no ar para vcs conferirem!

Para tornar esse fim de mês um pouco mais feliz, saiu o novo album do  The Verve -Forth , um dos lançamentos mais aguardados do ano.

a Toca conferiu e aprovou!

jsmz5e

Bom ,por enquanto é  isto!

Logo volto com mais novidades!

Saludos centaurinos!!!

Directamente de Bueños Aires

Prezados, estoy en Argentina, a trabajo!
peco desculpas pela ausencia e prometo, em breve, abastecer a toca com as coisas mais bacanas que encontrar por aqui.
por enquanto, algo nada a ver com a Argentina, mas aproveitando as olimpiadas da china, uma banda desconhecida formada por típicos chineses:



Salludos Centaurinos!!!

RCD CHOICE # 3

Saiu o segundo volume da terceira coletânea RCD CHOICE, elaborada por membros da comunidade RCD (Rock Communitie Dowloads).
Este número da coletanea foi dividido em dois volumes, como forma de representar satisfatóriamente a grande quantidade de colaborações e evidenciar o caráter eclético dos membros da comunidade.
Segue abaixo :

RCD CHOICE # 3 Vol I


Tracks:

1-Laura Marling – Ghosts
2-The Music--Strength In Numbers
3- Primal Scream - Can't Go Back
4- The Dandy Warhols - Now You Love Me
5-My Morning Jacket- Sec Walkin’
6- The Shortwave Set - Sun Machine
7- Veto - You say yes I say yes
8- The search – Distant
9- Marina & The Diamonds - We've got Obsessions
10- The Kooks - Young Folks
11- Our Broken Garden -Visible To You’
12- Black Kids - Hurricane Jane (The Twelves Remix)
13-Versus –Ladytron
14- Sonic Youth - Slower Revolution
15- Guillemots - Don't Look

Link:

Download




RCD CHOICE 3 Vol II (AKA RCD CHOICE #4):


Tracks:

1-Face Down in the right town-Earlimart
2-Impossible-Studio
3-Words on Logs-Francis International Airport
4-I Fly- CSS
5-Volcano-Beck
6-Lupe Brown- The Frattelis
7-I Wish I Had a wooden Heart-David Homes
8-Until we Bleed- Kleerup
9-Porta retratos- Wander Wildner
10- Sleep when i'm dead- The Cure
11- Dance wiv me -Dizzee Rascal feat. Calvin Harris and Chrome
12- Mine Me I -Blackmail
13-Troublemaker- Weezer
14-Charlotte -Booka Shade
15.Mover -The Verve

Link:

Download



Enjoy it

Echo & The Bunnymen -Nothing Lasts Forever

Atualizações!


Prezados,

Acredito que tenham percebido algumas mudanças no layout da Toca.
nada muito radical, mas acrescentei algumas funcionalidades para proporcionar
uma visita mais interativa e menos monótona.
Primeiramente, voltou a Last FM, que eu tinha tentado substituir por outros players/rádios, porém, insatisfatóriamente.
A Last FM agora tem página no Brasil, o que melhorou a velocidade do carregamento das músicas, de forma que passou a ser menos irritante a espera.
foi incluído um tradutor no canto superior direito da tela, para auxiliar quem tem dificuldade com o portugês.
Da mesma forma, também foi inserido um buscador de vídeos para o Youtube.
Agora há também um ícone para Chat em pop up no canto inferior direito da página.
Já havia sido inserido antes um widget que apresenta em tempo real o local de acesso ao blog.
Algus comentários sumiram dos posts após a inclusão de um aplicativo que permite postar comentários e discutí-los em tempo real (como em um chat).
Peço desculpas àqueles que tiveram seus comentários apagados, da mesma forma peço que continue cometando, critcando, elogiando ou sugerindo melhorias.
Estarei sempre trabalhando no intuito de tornar sua visita a este blog uma experiencia agradável para você, que é a razão dele existir.
saudações Centaurinas.

Joy Division by Grant Gee




Documentário lançado este ano e dirigido pelo Britanico Grant Gee, que em 1998 dirigiu o documentário Meeting People Is Easy sobre a exaustiva turnê que sucedeu o lançamento do genial Ok Computer, do RadioHead

Gee é diretor de cinema e residem atualmente em Brighton. Inglaterra.
No início da década de 1990 , trabalhou na Zoo TV Tour, do U2, e colaborou com o experiente diretor e filmmaker Mark Neale (cujo vídeo de Stay do U2, dirigido em parceria com Win Wenders lhe rendeu uma indicação para o MTV Awards de 1994) em vários projetos ,através da produtora Britanica Kudos Production, entre eles "The Memory Palace", um projeto experimental multi-midia, combinando filmes e perfomances ao vivo para a Expo 92.

Em 1996, dirigiu um curta de vinte e sete minutos encomendado pela banda Spooky para o lançamento do álbum " "Found Sound". O filme foi exibido em um ciclo contínuo fora do Centro Georges Pompidou, em Paris, como parte da sua reabertura.

o documentário, simplesmente chamado “Joy Division”, examina a história da banda e exibe cenas inéditas do grupo ao vivo, ensaios e reproduz fotos pessoais dos ex-integrantes,trazendo entrevistas com Tony Wilson, dono da gravadora do grupo, Factory Records, morto no ano passado, com os membros do grupo e com Annik Honoré, a jornalista belga com quem Ian Curtis teve um caso.
O baixista Peter Hook comentou que o documentário seria “resposta perfeita” ao filme “Control”, de Anton Corbijn, no entanto as diferenças entre o documentário e o filme são meramente uma questão de abordagem.

Enquanto o documentário procura desmistificar o cantor através de uma abordagem mais humanista, o filme, adaptado do livro biográfico de Deborah Curtis, esposa de Ian, só contribui para o aumento da lenda.

Outra difereça entre os dois é que enquanto Control apresenta uma narrativa mais romanceada e universal ,Joy Division , com descrições detalhadas de gravações e outros pormenores de sua curta carreira, será melhor apreciado para quem já tem algum conhecimento prévio da banda
O Documentário, dividido em 4 partes, teve as legendas originalmente traduzidas para o português da versão sueca, o que, em alguns casos, pode dificultar a compreensão (no caso do seu inglês não ser assim, uma Brastemp)

para baixar, clique nos links abaixo:

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4

O Albúm Perdido dos Beatles

Em 1975, secretamente, os Beatles teriam voltado a se reunir em um estúdio.
Uma aposta dos quatro membros do grupo, de que George e Ringo formariam uma dupla de compositores ainda melhor que Lennon & McCartney, levou cada dupla agravar 6 canções, que compuseram o álbum “Verses”, nunca lançado, cuja capa só agora foi divulgada :




Perplexo?

Na verdade, esse fato estarrecedor não chegou a acontecer.
Primeiro por que todos sabem que naquela época o relacionamento entre os integrantes do FAB FOUR ainda estava bastante abalado pelo recente fim da banda, no início dos anos 70.

Depois que um álbum completo, composto pelo quarteto após o fim da banda, além do inquestionável valor antropológico, seria uma mina de ouro para qualquer gravadora que tivesse acesso ao material.
Ainda que aqui e acolá ainda sejam encontradas raridades dos Beatles, como uma entrevista concedida em 1964 e recentemente localizada em alguma garagem de Londres, seria praticamente impossível um trabalho como este ter ficado incógnito por 33 anos.

"Verses" faz parte de um projeto/exibição sensacional, "Lost Masters", do artista Max Lowry ,Centrada no conceito de 9 álbums 'perdidos' de alguns dos maiores nomes da história da música popular como os Beatles, Elvis Presley,Jimi Hendrix, Prince e Madonna.

A idéia é apresentar uma ilusão divertida e intrigante, do tipo 'e se isso realmente aconteceu? em um ambiente em que colaborações imaginárias entre alguns dos artistas mais amados do mundo ganham vida.

Para conferir a brincadeira e juntar-se a ela, você deverá acessar o site, que permite ainda que você crie sua própria obra-prima perdida:

Lost Masters


Ainda em relação aos Beatles, a entrevista perdida (e real) foi Gravada por uma rede de TV escocesa em 30 de abril de 1964, a entrevista ficou guardada desde o dia em que foi exibida.
O rolo de filme que continha as imagens foi encontrado por acaso em uma garagem, em Londres, pelo jornalista britânico Richard Jeffs.

Na conversa, que dura pouco mais de nove minutos, John Lennon conta como conheceu Paul McCartney. Os dois também falam sobre o processo de composição das músicas dos Beatles.

Matéria da BBC

Echo no Jô



Essa semana fiquei apoplético, embasbacado, quase em estado de choque diante da TV, explico:
De férias, sem ter muito o que fazer e acometido de uma insônia crônica, deixei a TV ligada para ouvir as notícias do jornal da globo, tipo pra ver se pegava no sono, fiquei para lá, para cá e nada...
Aí começou o programa daquele gordo insuportável, que eu , inocentemente, considerava alguém com conteúdo lá pelos meus 16 anos, mas cuja formula já não serva mais para nada.
Minha implicância com Jô soares é pessoal e nem quero e muito menos pretendo que você concorde com ela, é uma antipatia mesmo, alimentada por anos de observações inúteis sobre a imitação Brazuca do Larry King Show.
-Então, estou eu lá, impaciente com o sono que não chega, irritado com a falta de opção, quando de repente o gordo chama quem... Quem...
Echo and the Bunnymen.
Primeiro tive a impressão que estava tendo um daqueles sonhos que a gente se dá conta que está sonhando e tenta controlar os acontecimentos (nunca aconteceu com você?)
mas aí me dei conta que eram eles mesmos.
Meu inconsciente não reproduziria um Ian Macculoch tão adoravelmente bêbado, sacaneando o Jô, tentando ser britanicamente simpático e tocando Lips Like Sugar com a voz tão estragada por anos de manguaça e tabaco e , depois ,voltando para finalizar o programa com The Killing Moon (abaixo)
Ainda assim o Echo que eu ouvi durante minha adolescência estava ali, na TV, no Brasil, e me bateu uma raiva por não estar em São Paulo, ou em Curitiba, ou em Porto Alegre, para poder assistir ao show de uma banda que faz parte da história da minha vida, cujas músicas estão na soutrack da minha existência.
Já fazem 4 anos do show do Pixies, e se naquela época eu havia conseguido o impossível, ainda não seria dessa vez que veria o echo ao vivo.
Restava me contentar com aquela, ainda que mísera, apresentação ao vivo na TV, tentar me empolgar como quando eu tinha 15 anos e assistia ao Rock In Rio 2 pela Globo, ao ainda ao Hollywood Rock uns anos depois
-Restava assistir Mr Lips e os Bunnymen no Jô e torcer para que em algum lugar no infinito tempo e espaço eu ainda tenha a oportunidade de vê-los ao vivo, bêbados, velhos, mas ainda assim, encantadores.

Echo & The Bunnymen no Jô Soares:

Coldplay or The Song they didn't wrote

Acusações de plágio não são novidade na música Pop, pelo contrário, são até bastante comuns, no entando, dificilmente quem acusa apresenta o ônus da prova.
As vezes simples coincidencias são tratadas como plágio.
no caso abaixo, a coincidencia melódica é de fato estarrecedora, pode ser plágio, pode não ser, tirem suas próprias conclusões:

RCD CHOICE # 2


Já saiu o segundo volume da coletânea RCD Choice (desta vez com capa e tudo)
a coletanea é produzida com a colaboração dos membros da comunidade que sugerem músicas lançadas no ano de 2008.
Enjoy it

RCD Choice # 2
1- Left Behind - CSS
2- The Worse -Stesso Songs
3- Echoes Round the Sun - Paul Weller
4- Mirando - Ratatat
5- Bitches Leave -Be Your Own Pet
6- Council State - Tricky
7- Psychotic Girl - The Black Keys
8-You could make the four walls cry - The Zuttons
09-The Black Spot - Murder By Death
10 - Nylon Smile -Postishead
11-Red and Purple -Dodos
12-We are Grey Matter- Foward Russia
13-Red Sock Pugie -Foals
14- Cheap and Cheerful - The Kills
15- Good Time- Crystal Castles
16-C. 16th -These New Puritans

http://rapidshare.com/files/120762693/RCD_Choice__2.rar.html
a senha é RCD2

RCD CHOICE # 1

Coletânea da comunidade RCD do Orkut com o que anda sendo produzido de mais bacana por aí, super recomendável.


RCD Choice # 1 – May 2008



1- Death cab for cutie -I Will Posses your Heart
2- This Is Ivy League -A Summer Chill
3- Audrey- Big Ships
4- Blank & Jones feat. Bernard Summer - Miracle Cure (Radio Edit)
5- Hercules And Love Affair- Blind
6- Wolf Parade -Fine Young Cannibals
7- The Watson Twins- Just Like Heaven
8- Let Go – Windsor For The Derby
9- The Autumn Leaves -Lighthouse
10- MGMT - Time to Pretend
11- The Rapture Feat Timbaland - No Sex for Ben
12- The Wedding Present-Santa Ana Winds
13- Beauty of the Ride - Sea Foxx
14- The Declining Winter - Summer Turns To Hurts
15- The Notwist- On Planet Off
16-Raveonettes - Aly Walk With Me
17- The Snow Leopard – Shearwater
18- Ting Tang –Great DJ

para colaborar com as futuras edições, clique no link abaixo:

RCD CHOICE #2

CSS


Sempre evitei falar sobre o CSS para não parecer antipático ou alguém que torce contra.
A verdade é que sempre achei as atitudes e diparates do Adriano Cintra muito demodé, datadas e cafonas.
A insistencia em falar mal do Brasil, como algo que o incomodava profundamente transparecia um aspecto superficial ,sem embasamento socio-político-cultural, algo parecido com os argumentos vazios daquelas dezenas de brasileiros expatriados, que fugiam para o exterior para sobreviver lavando prato e voltavam cagando goma, como se vivessem em uma luxuosa suíte do palácio de Buckingham, quando todos nós sabemos exatamente qual o tratamento dispensado a imigrantes ilegais.
Esse deslumbre provinciano sub-desenvolvido, típico de mentalidades terceiro mundistas da década de 80, me deixava chateado, pois era evidente que se tratava de alguém cuspindo no prato em que comeu.
Quanto à banda, propriamente falando, sempre gostei da sonoridade cheia de referencias , intencionalmente descompromissada (ou não)e com aqueles vocais toscos da Lovefoxx.
Acontece que no rastro do sucesso internacional da banda, o Adriano Cintra foi ficando apagadinho, apagadinho enquanto a luz da LoveFoxx acendia.
Isso me chamou atennção, pois, apesar de não ser ufanista, Luiza Lovefoxxx sempre aparentou manter uma distancia saudável entre o sucesso da banda e suas origens verde-amarelas (ainda que cinzentas)
Não acho que alguém que faça sucesso internacional deva necessáriamente se tornar porta bandeira de seu país , mas acredito que o contrário é uma atitude lamentável, equivocada e desprezível.
Por isto,fiquei positivamente surpreso quando soube que o novo disco do Primal Scream, Beautiful Future, conta com participação da Lovefoxxx.
O album, cujas gravações ocorreram em Estocolmo, sob produção de Bjorn Yttling, do Peter Bjorn & John é o nono álbum da banda e tem lançamento previsto para 21/07, coincidentemente a mesma data prevista para o novo disco do CSS.
Lovefoxx, que recentemente noivou com o guitarrista do Klaxons, Simon Reynolds, vem se tornando a artista Brasileira mais relevante do circuito alternativo internacional.
Isso sem falar meio quilo de abobrinhas por entrevista, como seu colega de banda.
Longa Vida Lovefoxxx

Death Cab For Cutie - Narrow Stairs



No final dos anos 90, a então desconhecida banda Death Cab for Cutie iniciou a carreira como qualquer outra banda indie daquela década rica e prolífica para as bandas alternativas.
Ao contrário de muitas delas, no entanto, a banda, liderada por Ben Gibbard, vingou.
Suas músicas foram parar desde seriados de TV ao Grammy, onde I Will Follow You In The Dark fora indicado. Essa trajetória bem sucedida, no entanto não se deve somente a sorte.
Gibard percebeu logo que para soarem sensíveis, suas canções não necessariamente tinham de ser lamentos. Para conceber Narrow Stairs, o novo album da banda, ele se isolou na mesma praia onde Jack Kerouac finalizou On The Road, um dos embriões da contracultura sessentista.
As canções refletem esse isolamento, são líricas soando ao mesmo tempo sinceras , quase lacônicas.
Um pequeno clássico em um ano que promete.

Para Baixar Narrow Stairs, clique no link abaixo:

Death Cab for cutie- Narrow Stairs

Entrevista e albúm inédito do Vocalista da Ave Sangria, Marco Polo

Entrevista com Marco Polo, vocalista da banda Ave Sangria.



No link abaixo se encontra o trabalho solo de Marco Polo logo apos a censura e a migração de alguns integrantes da banda, que foram tocar com o Alceu valença.
A maioria do trabalho tem contribuição da banda Semente Proibida.
Segundo o próprio(Marco Polo), o disco foi gravado na década de 80.
O convite partiu de um cara chamado Milton Dória, de Salvador, quando Marco participava do Projeto Pixinguinha, no Teatro Castro Alves.
Participaram do album :Ivinho, Israel Semente e Paulo Rafael(todos ex-Ave Sangria), mais um baixista, um tecladista e um percussionista.
Como o album não foi lançado comercialmente, não há uma tracklist.
A Qualidade não é lá essas coisas mas não compromete audição.

para ouvir clique no Link abaixo:

Marco Polo -Inédito




Cortesia da comunidade Ave Sangria, do Orkut, Tks All

Last Shadow Puppets & Santogold



Trata-se de um projeto paralelo do líder do Arctic Monkeys, Alex Turner, com Miles Kane, ex-The Little Flames e agora membro do Rascals. The Last Shadow Puppets, lançaram The Age of the Understatement no dia 21 de Abril
Produzido por James Ford do Simian Mobile Disco e que também assume as baquetas do grupo, o disco foi gravado durante o último verão europeu. Ford disse em entrevista à revista 6 Music que o álbum "soa bem diferente do Arctic Monkeys. Possui uma aura mais sessentista, várias músicas muito boas e muita orquestra".A banda, contou ainda com a participação da London Metropolitan Orchestra, conduzida por Owen Pallett, violinista do Arcade Fire
Ford acrescenta ainda que acha que eles são uma banda de um lançamento só. "É só um projeto paralelo do Alex, na verdade. São só um monte de música que ele e Miles escreveram juntos e não conseguiram encaixar em nenhuma de suas bandas. Eles quiseram gravar as músicas porque elas existiam e eram boas".
Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys ,explicou o Last Shadow Puppets à mesma revista: "É definitivamente diferente do que nós [Arctic Monekys] fazemos: é mais épico. Soa como clássicos instantâneos, como um álbum grande".

Lista de faixas:

01 - The Age of the Understatement
02 - Standing Next to Me
03 - Calm Like You
04 - Separate and Ever Deadly
05 - The Chamber
06 - Only the Truth
07 - My Mistakes Were Made for You
08 - Black Plant
09 - I Don't Like You Any More
10 - In My Room
11 - Meeting Place
12 - The Time Has Come Again

Para ouvir, clique no link abaixo:

The Age of the Understatement




Outro lançamento altamente recomendável é o novo album da banda Santogold, projeto de dois integrantes da banda Stiffed: Santi Branco e John Hill, apoiado nos vocais arrebatadores de Branco e contando com a particiapação de músicos como Freq Nasty, Disco D, Switch, Spank Rock's Naeem, Xxxchange, Steel Pulse, do guitarrista Clifford Moonie Pusey e MIA .
O Excelente album (apesar da capa horrorosa) é composto de canções que misturam punk, reggae, grime, e indie rock com electro. O album, intitulado com o nome da banda , foi gravado Em apenas três semanas em janeiro de 2008, tendo sido lançado em abril último.

Para ouvir , clique no link abaixo:

Santogold

The Verve - Singles & EP's


O The Verve é uma banda que se tornou clássica em 1998, quando lançou Urban Hymes e , de fato, transformaram as 13 canções presentes no album em hinos para muita gente (eu incluído).
Acho os albums anteriores a Urban Hymes muito aquém da capacidade demontrada naquele trabalho, e os excelentes albúms solo de Richard Ashcroft são uma evidencia de uma banda que congelou em seu melhor momento.
Abaixo , para os fãs da banda, links para os singles e EP's da banda.
1993 - True beat session

Link


1. star sail
2. slide away
3. virtual world

Later With Jools Holland

Link


Bitter Sweet Symphony
Lucky Man
The Drugs Don't Work
Life's an ocean

Live mtv europe

Link


lucky man (MTV)
on your own (MTV)
The drugs don't work (MTV)

1993 - Voyager 1

Link


1 Slide
2 Gravity Grave
3 One Way to Go
4 South Pacific
5 Already There
6 She's a Superstar

1994 - No Come Down

Link


1 No Come Down
2 Blue [USA Mix]
3 Make It Till Monday [Acoustic]
4 Butterfly [Acoustic]
5 Where The Geese Go
6 6 O'Clock
7 One Way To Go
8 Gravity Grave [Live Glastonbury 93]
9 Twilight

A Northen Soul B-sides

Link



1992 all in the mind

Link


1 All in the Mind
2 One Way to Go
3 A Man Called Sun

1992 she's a superstar

Link


1 She's a superstar
2 Feel

1992 gravity grave

Link


1 Gravity Grave
2 Endless Life
3 A Man Called Sun [live]
4 Gravity Grave [live]

1992 the verve ep

Link


1 Gravity Grave [Edit]
2 A Man Called Sun
3 She's a Superstar [Edit]
4 Endless Life
5 Feel

1993 blue

Link


1 Blue [USA Mix]
2 6 O'Clock
3 Make It Till Monday
4 Virtual World

1993 slide away

Link


1 Slide Away
2 Make It Till Monday
3 Virtual World
4 6 O'Clock

1995 this is music

Link


1 This Is Music
2 Let the Damage Begin
3 You and Me

1995 on your own

Link


1 On Your Own
2 I See the Door
3 Little Gem
4 Dance on Your Bones

1995 history cd1

Link


1 History
2 Back on My Feet Again
3 On Your Own [Acoustic]
4 Monkey Magic [Brainstorm Mix]

1995 history cd2

Link


1 History [Full Version]
2 Grey Skies
3 Life's Not a Rehearsal

1997 Bitter sweet symphony cd1

Link


1 bitter sweet symphony (original)
2 lord i guess i'll never know
3 country song
4 bitter sweet symphony (radio edit)

1997 Bitter sweet symphony cd2

Link


1 Bitter Sweet Symphony (Extended Version)
2 so sister
3 echo bass

1997 the drugs don't work cd1

Link


1 Drugs Don't Work
2 The Crab
3 Stamped
4 Bitter sweet symphony [james lavelle remix]

1997 the drugs don't work cd2

Link


1 The Drugs Don't Work
2 Three Steps
3 The Drugs Don't Work [demo version]

1997 lucky man cd1

Link


1 Lucky Man
2 MSG
3 The Longest Day
4 Lucky Man (Happiness More or Less)

1997 lucky man cd2

Link


1 Lucky Man
2 Never Wanna See You Cry
3 History

1998 sonnet

Link


1 Sonnet
2 Stamped
3 So Sister
4 Echo Bass


Tks Carla & Comunidade RCD

Laser Life - Blood Brothers

O Rock, em uma linha evolutiva que vai de Bowie a Marilyn Manson,passando por Jagger, Fredie Mercury e , mais recentemente, Mika, sempre se apropriou da dubiedade sexual como manifesto de libertação.
Essa idéia, defendida e praticada por uns e duramente criticada por outros, tem um caráter curioso.
A liberdade de ouvir e gostar de qualquer coisa pertence a cada indivíduo, e ao evocar recursos não convencionais, o rock e a música Pop sinalizam a provocação como diferencial , e é nisso que reside a riqueza de qualquer manifestação cultural, na capacidade provocativa , de causar opiniões contrárias.
A banda Blood Brothers, do clipe abaixo, ilustra esta opinião, de forma bastante divertida.

No Sex For Ben- The Rapture


O novo single da banda Novaiorquina The Rapture vem cercado de mistérios.
Produzida pelo produtor-bola-da-vez Timbaland, que entre outros, produziu para Justin Timberlake o bacana FutureSex / LoveSounds e trabalhou com este em Candyshop, último album da Madonna, a música No Sex for Ben entrou na trilha do jogo The Grand Theft Auto IV Soundtrack.
Na verdade, esta possibilidade, de banda e produtor trabalharem juntos, existe desde 2006, no entanto, até então , não havia sido concretizada.
Para quem lembra com simpatia do The Rapture, talvez fique um pouco (ou bastante) surpreso ao ouvir a faixa.
Apesar do Rapture não ser uma banda engessada em um estilo -estourou com a dançante House of Jealous Lovers, em 2003- foi considerada uma das salvações do rock norte americado daquele período, e acabou entrado na sacola das bandas taxadas de New Rave.
O que chamava atenção, a princípio, era o timbre do vocalista, muito parecido com o de Robert Smith, do Cure, e uma quedinha por elementos guitarrísticos das bandas alternativas dos anos 70 /80, algo como um Talking Heads turbinado.
A banda tem 3 albums: Mirror, de 1999, o excelente Echoes, de 2003 e o último e bem sucedido Pieces of People we Love, de 2006.
O Mistério sobre a nova faixa começou a ser gerado em uma matéria da BBC, que em uma resenha do show da banda, de 9 março de 2007 ,declarou ao final da matéria:
A banda finalmente desiste e volta ao palco para tocar um set de très músicas. A canção de abertura do set foi Don Go on it, a multidão voltou ao ritmo cantado e dançando com a banda no palco. A segunda canção foi uma nova música chamada No Sex for ben, que foi bem recebida pela multidão presente.

Matéria da BBC



O que ainda não está claro é se a faixa foi feita em parceria com o midas do R & B ou se trata-se de um remix da faixa original, pois grande parte dos elementos da música são puro Timbaland.

Abaixo um link para baixar e ouvir e tirar suas conclusões:

No Sex for Ben –The Rapute featuring Timbaland

The Only One - The Cure



Saiu o novo single do próximo albúm do The Cure, chamado The Only One.
Em uma primeira audição, lembra bastante a fase Wish, com mais guitarrinhas dedilhadas, cozinha ritimada e vocais alegrinhos de Robert Smith.
Para baixar, clique no link abaixo

The Cure - The Only One

James- Hey Ma (Ou, a volta dos que não foram! )




No início dos anos 90 havia um programa na Rádio Cidade chamado Novas Tendencias, apresentado pelo DJ (e comissário de vôo da Varig) José Roberto Mahr, que passava em rede nacional as 22:00 do domingo.
Em uma era pré internet, quando a MTV ainda dava seus primeiros passos no Brasil apenas nas capitais do sudeste e onde a maior fonte de informação sobre coisas novas era a revista BIZZ, que nos apresentava a um maravilhoso mundo de sons que nós, pobre mortais, jamais ouviriamos, pois não tínhamos acesso aos caríssimos vinís importado, nesta época, em que CD Player ainda era artigo de luxo, ouvir (e gravar) o programa era estar antenado com o que havia de mais moderno no mundo da música independente, para mim era o avô dos podcasts, que eu levava para cima e para baixo no walkmen. Foi através do Novas Tendencias que, entre outros descobertas, conheci uma banda britanica formada nos anos 80 chamada James, que pouca ou nenhuma repercussão tinha por aqui, exceto por uma música, Sit Down, que chegou a entrar em uma coletânea do finado selo Stilleto, outra fonte de bom Rock Independente que lançou no Brasil desde Joy Division à Pixies.
Ainda devo ter umas duas fitas gravadas do programa ,com sons do James, do House of Love, My Bloody Valentine , PJ Harvey, 808 State e outros , resultado daquelas balsamicas noites de domingo, onde meu esporte preferido era tentar decifrar o nome das músicas após o final de cada bloco para por na capinha das fitas.
-Meu Inglês ainda hoje agradece a atenção -.
Hoje, com Emules, Lime Wires e Torrents da vida, ainda não é uma tarefa fácil encontrar coisas do James, muito da dificuldade vem da simplicidade do próprio nome da banda, que quando lançado em um dos supra citados programas, aparece entre centenas de James outras coisas.
Algo mais ou menos como se no Brasil houvesse uma banda chamada Zé.
Através do Orkut e do Google e do All Music Guide , já há algum tempo, consegui a relação de albuns da banda e , recentemente, ouvi o mais recente album deles, chamado Hey Ma.
-Na verdade, já havia ouvido os rumores-
Tudo começou com a polêmica em torno da capa, onde um bebê brinca com uma arma , imagem que, segundo o vocalista Tim Booth é uma metáfora: “a imagem é maravilhosa porque somos uma raça com armas nucleares e capacidade de nos autodestruir – além disso, em muitos aspectos ainda estamos na idade moral e emocional de um bebê. Então um bebê brincando com uma arma de fogo nos pareceu uma perfeita metáfora para o mundo”. A capa foi censurada e impedida de ser exposta em propagandas. Mesmo assim, a banda se recusou a alterá-la.
“Hey Ma” marca o retorno da banda sete anos após um fim que nunca chegou a existir de fato, registrado no DVD e álbum duplo “Getting Away With It”. O retorno inicialmente foi precedido por shows e a coletânea “Fresh as Daisy – The SIngles”, lançada no ano passado.
Segundo o guitarrista Larry Gott, a banda já está pensando no próximo álbum e imagina um futuro prolífico, “se nada nos detiver”, acrescenta. Gott, que havia deixado a banda em 95, sinaliza que o James de 2008 está bem próximo do James de álbuns como “Seven” (1992) e “Laid” (1993). Além disso, a formação atual da banda é a mesma que participou de “Laid”, um dos melhores álbuns do grupo, e conta ainda com o trompetista Andy Diagram ,responsável pelos inesquecíveis solos em “Born of Frustration” e que havia saído em 1992, logo após “Seven”.
Gravado na França entre outubro e novembro do ano passado, contando com a produção de Lee Muddy Baker, “Hey Ma” apresenta um James diferente de seus últimos álbuns antes do fim,reflete mais o James do início dos anos 90, dos álbuns já citados. poderia ser o sucessor de “Laid” facilmente, não tivesse Gott inventado de pular fora e a banda enveredado por uma questionável
ambientação eletrônica.
O álbum, que já bateu na décima posição nas paradas britânicas, se encontra em uma situação privilegiada para uma banda que ficou tanto tempo longe, prova disso foi a procura por ingressos para os shows de retorno no ano passado ,quando todos os se esgotaram rapidamente.
Hey Ma” é mais que um retorno, é um resgate de identidade. Algo como Uma foto 3x 4 de uma noite de um domingo de 1991, encontrada entre seus discos prediletos.
Para baixar o novo trabalho do James, clique no link abaixo:

James-Hey Ma 2008

REM Plays Munich

Em 2006 uma música me chamou muito atenção, pela sonoridade , que emulava elementos do Pós Punk, pela voz do vocalista, que lembrava um pouco a de Ian Curtis, e pela força da letra e pungencia da canção.
Tratava-se de Munich, de uma desconhecida banda chamada Editors.
Me tornei fã da banda passando a acompanhá-los a cada lançamento e , certa feita, me deparei com uma versão da banda para Orange Crush, do REM, que ficou no meu Mp3 Player (no merchandising here) por um longo período.
Agora o REM deu o troco e coverizou Munich no programa Radio One Live Lounge, da BBC Radio One. Apesar de continuar preferindo a original, o cover respeita a estrutura original da música e reforça o caráter acústico exibido em versões ao vivo do Editors.
Abaixo a troca de gentilezas:

REM - Munich



Editors- Orange Crush



E para quem não conhece a versão original de Munich, lá vai uma versão alternativa do clipe original (pra não cansar quem já connhece a música!) :



Saudações Centaurinas

Blind- Hercules & Love Affair

Pra quem não conhece (ainda)

Criatividade

Sendo a Toca um lugar aberto a manifestações artístico-culturais que extrapolam o lugar comum, achei muito bacana esta mostra de Grafites do inglês Banksy em um túnel abandonado de Londres. O acesso foi transformado com trabalhos de diversos artistas.
O artista inglês Banksy, que não revela sua verdadeira identidade, batizou o evento de The Cans Festival (ou, em tradução livre, Festival das Latas, em referencia às latas de tinta spray). Para quem está por Londres, o Acesso ao túnel abandonado está aberto ao público de sábado (3) a segunda-feira (5).
Abaixo alguns dos grafites da mostra:




Moby & Hercules and Love Affair

Não, ainda não se trata de um crossover, na verdade, talvez, de uma coincidencia!
Esses dias, fuçando por aí, topei mais de uma vez com ótimas críticas a respeito do album Hercules & Love Affair projeto comandado pelo norte-americano Andrew Butler que tem como convidados, entre outros, o vocalista Antony, do Antony and the Johnsons,ao mesmo tempo, recebí via newsletter o aviso de lançameno do novo album do Moby, Last Night.
ocorre que ao ouvir os dois tive uma grata surpresa e uma desconfiança de que ambos andaram bebendo na mesma fonte.
São albuns complementares, apresentando um painel da dance music produzisa desde o final dos 70's, passando pelos 80's ao início dos 90's.
O Hercules & Love affair faz uma releitura rica em ambientações disco e tecnopop do inicío dos anos 80, com os mesmos timbres e vocais que remetem ao que foi produzido de mais bacana naquele período.
já Last Night, do Moby, remete à atmosfera dos clubs novaiorquinos do final dos anos 80 e início dos 90's, claro, estão presentes lá todos elementos que marcam a música de Moby, climas etéreos, batidas sintetizadas, agora sem a guitarra presente nos dois últimos trabalhos, preconizando uma volta as raízes eletrônicas.
Os albuns não são identicos, mas as referencias se situam dento de um mesmo contexto.
Acho que há algo na água de Nova York!
Para baixar o album do Moby, clique no link abaixo:


Last Night


Senha: RCD
Tks Wagner (Rock Communitie Dowloads)

Para baixar Hercules and Love Affair, clique no link abaixo:


Hercules & Love Affair



Hope you Enjoy It !

Home Again



Minha internet foi dar uma volta, se perdeu e conseguiu voltar pra casa, finalmente!
bom, para não deixar passar em branco, trouxe umas dicas bacaninhas para meus estimados freqüentadores (se é que sobrou algum depois dessa ausência de quase 1 mês)
a primeira é um site bem interessante, que promete fazer você, que já passou dos 30, reviver aquela gostosa sensação (ooops..) de gravar uma fitinha cassete:

Mixwit


Claro , de forma digital, escolhendo o audio em streaming e enviando para quem você quiser presentear, exatamente como fazíamos com as fitinhas em idos tempos!
Por falar em idos tempos, topei esses dias também com o Almanaque Anos 90, do autor Silvio Essinger. Eu que pensava que a ondinha dos almanaques tinha arrefecido. Apesar de soar um pouco repetitivo, uma vez que o filão já foi bem explorado, vale uma conferida, principalmente para constatar que os 90's não foram assim
tão chatos como alguns por aí insistem!


Nesse tempo que fiquei fora, saíram também os novos da Madonna,

Hard Candy




E do REM, que tá ruim de pegar um link que não expire em 1 dia, mas que da pra ter uma bela idéia no piratão ao vivo :

R.E.M. - Live At The Albert Hall (24 / 03 / 2008)




Bom, por enquanto, é só!
Tô de volta!
Um abraço
(Pra baixar o álbum , clique em cima do nome que você será direcionado ao site de download)

Off Line


Meus prezados, peço desculpas pela ausência temporária e informo que estou momentaneamente sem acesso a Internet, assim que estiver solucionado o problema volto à Toca.
Obrigado pela visita.
Saudações!