Entrevista e albúm inédito do Vocalista da Ave Sangria, Marco Polo

Entrevista com Marco Polo, vocalista da banda Ave Sangria.



No link abaixo se encontra o trabalho solo de Marco Polo logo apos a censura e a migração de alguns integrantes da banda, que foram tocar com o Alceu valença.
A maioria do trabalho tem contribuição da banda Semente Proibida.
Segundo o próprio(Marco Polo), o disco foi gravado na década de 80.
O convite partiu de um cara chamado Milton Dória, de Salvador, quando Marco participava do Projeto Pixinguinha, no Teatro Castro Alves.
Participaram do album :Ivinho, Israel Semente e Paulo Rafael(todos ex-Ave Sangria), mais um baixista, um tecladista e um percussionista.
Como o album não foi lançado comercialmente, não há uma tracklist.
A Qualidade não é lá essas coisas mas não compromete audição.

para ouvir clique no Link abaixo:

Marco Polo -Inédito




Cortesia da comunidade Ave Sangria, do Orkut, Tks All

Last Shadow Puppets & Santogold



Trata-se de um projeto paralelo do líder do Arctic Monkeys, Alex Turner, com Miles Kane, ex-The Little Flames e agora membro do Rascals. The Last Shadow Puppets, lançaram The Age of the Understatement no dia 21 de Abril
Produzido por James Ford do Simian Mobile Disco e que também assume as baquetas do grupo, o disco foi gravado durante o último verão europeu. Ford disse em entrevista à revista 6 Music que o álbum "soa bem diferente do Arctic Monkeys. Possui uma aura mais sessentista, várias músicas muito boas e muita orquestra".A banda, contou ainda com a participação da London Metropolitan Orchestra, conduzida por Owen Pallett, violinista do Arcade Fire
Ford acrescenta ainda que acha que eles são uma banda de um lançamento só. "É só um projeto paralelo do Alex, na verdade. São só um monte de música que ele e Miles escreveram juntos e não conseguiram encaixar em nenhuma de suas bandas. Eles quiseram gravar as músicas porque elas existiam e eram boas".
Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys ,explicou o Last Shadow Puppets à mesma revista: "É definitivamente diferente do que nós [Arctic Monekys] fazemos: é mais épico. Soa como clássicos instantâneos, como um álbum grande".

Lista de faixas:

01 - The Age of the Understatement
02 - Standing Next to Me
03 - Calm Like You
04 - Separate and Ever Deadly
05 - The Chamber
06 - Only the Truth
07 - My Mistakes Were Made for You
08 - Black Plant
09 - I Don't Like You Any More
10 - In My Room
11 - Meeting Place
12 - The Time Has Come Again

Para ouvir, clique no link abaixo:

The Age of the Understatement




Outro lançamento altamente recomendável é o novo album da banda Santogold, projeto de dois integrantes da banda Stiffed: Santi Branco e John Hill, apoiado nos vocais arrebatadores de Branco e contando com a particiapação de músicos como Freq Nasty, Disco D, Switch, Spank Rock's Naeem, Xxxchange, Steel Pulse, do guitarrista Clifford Moonie Pusey e MIA .
O Excelente album (apesar da capa horrorosa) é composto de canções que misturam punk, reggae, grime, e indie rock com electro. O album, intitulado com o nome da banda , foi gravado Em apenas três semanas em janeiro de 2008, tendo sido lançado em abril último.

Para ouvir , clique no link abaixo:

Santogold

The Verve - Singles & EP's


O The Verve é uma banda que se tornou clássica em 1998, quando lançou Urban Hymes e , de fato, transformaram as 13 canções presentes no album em hinos para muita gente (eu incluído).
Acho os albums anteriores a Urban Hymes muito aquém da capacidade demontrada naquele trabalho, e os excelentes albúms solo de Richard Ashcroft são uma evidencia de uma banda que congelou em seu melhor momento.
Abaixo , para os fãs da banda, links para os singles e EP's da banda.
1993 - True beat session

Link


1. star sail
2. slide away
3. virtual world

Later With Jools Holland

Link


Bitter Sweet Symphony
Lucky Man
The Drugs Don't Work
Life's an ocean

Live mtv europe

Link


lucky man (MTV)
on your own (MTV)
The drugs don't work (MTV)

1993 - Voyager 1

Link


1 Slide
2 Gravity Grave
3 One Way to Go
4 South Pacific
5 Already There
6 She's a Superstar

1994 - No Come Down

Link


1 No Come Down
2 Blue [USA Mix]
3 Make It Till Monday [Acoustic]
4 Butterfly [Acoustic]
5 Where The Geese Go
6 6 O'Clock
7 One Way To Go
8 Gravity Grave [Live Glastonbury 93]
9 Twilight

A Northen Soul B-sides

Link



1992 all in the mind

Link


1 All in the Mind
2 One Way to Go
3 A Man Called Sun

1992 she's a superstar

Link


1 She's a superstar
2 Feel

1992 gravity grave

Link


1 Gravity Grave
2 Endless Life
3 A Man Called Sun [live]
4 Gravity Grave [live]

1992 the verve ep

Link


1 Gravity Grave [Edit]
2 A Man Called Sun
3 She's a Superstar [Edit]
4 Endless Life
5 Feel

1993 blue

Link


1 Blue [USA Mix]
2 6 O'Clock
3 Make It Till Monday
4 Virtual World

1993 slide away

Link


1 Slide Away
2 Make It Till Monday
3 Virtual World
4 6 O'Clock

1995 this is music

Link


1 This Is Music
2 Let the Damage Begin
3 You and Me

1995 on your own

Link


1 On Your Own
2 I See the Door
3 Little Gem
4 Dance on Your Bones

1995 history cd1

Link


1 History
2 Back on My Feet Again
3 On Your Own [Acoustic]
4 Monkey Magic [Brainstorm Mix]

1995 history cd2

Link


1 History [Full Version]
2 Grey Skies
3 Life's Not a Rehearsal

1997 Bitter sweet symphony cd1

Link


1 bitter sweet symphony (original)
2 lord i guess i'll never know
3 country song
4 bitter sweet symphony (radio edit)

1997 Bitter sweet symphony cd2

Link


1 Bitter Sweet Symphony (Extended Version)
2 so sister
3 echo bass

1997 the drugs don't work cd1

Link


1 Drugs Don't Work
2 The Crab
3 Stamped
4 Bitter sweet symphony [james lavelle remix]

1997 the drugs don't work cd2

Link


1 The Drugs Don't Work
2 Three Steps
3 The Drugs Don't Work [demo version]

1997 lucky man cd1

Link


1 Lucky Man
2 MSG
3 The Longest Day
4 Lucky Man (Happiness More or Less)

1997 lucky man cd2

Link


1 Lucky Man
2 Never Wanna See You Cry
3 History

1998 sonnet

Link


1 Sonnet
2 Stamped
3 So Sister
4 Echo Bass


Tks Carla & Comunidade RCD

Laser Life - Blood Brothers

O Rock, em uma linha evolutiva que vai de Bowie a Marilyn Manson,passando por Jagger, Fredie Mercury e , mais recentemente, Mika, sempre se apropriou da dubiedade sexual como manifesto de libertação.
Essa idéia, defendida e praticada por uns e duramente criticada por outros, tem um caráter curioso.
A liberdade de ouvir e gostar de qualquer coisa pertence a cada indivíduo, e ao evocar recursos não convencionais, o rock e a música Pop sinalizam a provocação como diferencial , e é nisso que reside a riqueza de qualquer manifestação cultural, na capacidade provocativa , de causar opiniões contrárias.
A banda Blood Brothers, do clipe abaixo, ilustra esta opinião, de forma bastante divertida.

No Sex For Ben- The Rapture


O novo single da banda Novaiorquina The Rapture vem cercado de mistérios.
Produzida pelo produtor-bola-da-vez Timbaland, que entre outros, produziu para Justin Timberlake o bacana FutureSex / LoveSounds e trabalhou com este em Candyshop, último album da Madonna, a música No Sex for Ben entrou na trilha do jogo The Grand Theft Auto IV Soundtrack.
Na verdade, esta possibilidade, de banda e produtor trabalharem juntos, existe desde 2006, no entanto, até então , não havia sido concretizada.
Para quem lembra com simpatia do The Rapture, talvez fique um pouco (ou bastante) surpreso ao ouvir a faixa.
Apesar do Rapture não ser uma banda engessada em um estilo -estourou com a dançante House of Jealous Lovers, em 2003- foi considerada uma das salvações do rock norte americado daquele período, e acabou entrado na sacola das bandas taxadas de New Rave.
O que chamava atenção, a princípio, era o timbre do vocalista, muito parecido com o de Robert Smith, do Cure, e uma quedinha por elementos guitarrísticos das bandas alternativas dos anos 70 /80, algo como um Talking Heads turbinado.
A banda tem 3 albums: Mirror, de 1999, o excelente Echoes, de 2003 e o último e bem sucedido Pieces of People we Love, de 2006.
O Mistério sobre a nova faixa começou a ser gerado em uma matéria da BBC, que em uma resenha do show da banda, de 9 março de 2007 ,declarou ao final da matéria:
A banda finalmente desiste e volta ao palco para tocar um set de très músicas. A canção de abertura do set foi Don Go on it, a multidão voltou ao ritmo cantado e dançando com a banda no palco. A segunda canção foi uma nova música chamada No Sex for ben, que foi bem recebida pela multidão presente.

Matéria da BBC



O que ainda não está claro é se a faixa foi feita em parceria com o midas do R & B ou se trata-se de um remix da faixa original, pois grande parte dos elementos da música são puro Timbaland.

Abaixo um link para baixar e ouvir e tirar suas conclusões:

No Sex for Ben –The Rapute featuring Timbaland

The Only One - The Cure



Saiu o novo single do próximo albúm do The Cure, chamado The Only One.
Em uma primeira audição, lembra bastante a fase Wish, com mais guitarrinhas dedilhadas, cozinha ritimada e vocais alegrinhos de Robert Smith.
Para baixar, clique no link abaixo

The Cure - The Only One

James- Hey Ma (Ou, a volta dos que não foram! )




No início dos anos 90 havia um programa na Rádio Cidade chamado Novas Tendencias, apresentado pelo DJ (e comissário de vôo da Varig) José Roberto Mahr, que passava em rede nacional as 22:00 do domingo.
Em uma era pré internet, quando a MTV ainda dava seus primeiros passos no Brasil apenas nas capitais do sudeste e onde a maior fonte de informação sobre coisas novas era a revista BIZZ, que nos apresentava a um maravilhoso mundo de sons que nós, pobre mortais, jamais ouviriamos, pois não tínhamos acesso aos caríssimos vinís importado, nesta época, em que CD Player ainda era artigo de luxo, ouvir (e gravar) o programa era estar antenado com o que havia de mais moderno no mundo da música independente, para mim era o avô dos podcasts, que eu levava para cima e para baixo no walkmen. Foi através do Novas Tendencias que, entre outros descobertas, conheci uma banda britanica formada nos anos 80 chamada James, que pouca ou nenhuma repercussão tinha por aqui, exceto por uma música, Sit Down, que chegou a entrar em uma coletânea do finado selo Stilleto, outra fonte de bom Rock Independente que lançou no Brasil desde Joy Division à Pixies.
Ainda devo ter umas duas fitas gravadas do programa ,com sons do James, do House of Love, My Bloody Valentine , PJ Harvey, 808 State e outros , resultado daquelas balsamicas noites de domingo, onde meu esporte preferido era tentar decifrar o nome das músicas após o final de cada bloco para por na capinha das fitas.
-Meu Inglês ainda hoje agradece a atenção -.
Hoje, com Emules, Lime Wires e Torrents da vida, ainda não é uma tarefa fácil encontrar coisas do James, muito da dificuldade vem da simplicidade do próprio nome da banda, que quando lançado em um dos supra citados programas, aparece entre centenas de James outras coisas.
Algo mais ou menos como se no Brasil houvesse uma banda chamada Zé.
Através do Orkut e do Google e do All Music Guide , já há algum tempo, consegui a relação de albuns da banda e , recentemente, ouvi o mais recente album deles, chamado Hey Ma.
-Na verdade, já havia ouvido os rumores-
Tudo começou com a polêmica em torno da capa, onde um bebê brinca com uma arma , imagem que, segundo o vocalista Tim Booth é uma metáfora: “a imagem é maravilhosa porque somos uma raça com armas nucleares e capacidade de nos autodestruir – além disso, em muitos aspectos ainda estamos na idade moral e emocional de um bebê. Então um bebê brincando com uma arma de fogo nos pareceu uma perfeita metáfora para o mundo”. A capa foi censurada e impedida de ser exposta em propagandas. Mesmo assim, a banda se recusou a alterá-la.
“Hey Ma” marca o retorno da banda sete anos após um fim que nunca chegou a existir de fato, registrado no DVD e álbum duplo “Getting Away With It”. O retorno inicialmente foi precedido por shows e a coletânea “Fresh as Daisy – The SIngles”, lançada no ano passado.
Segundo o guitarrista Larry Gott, a banda já está pensando no próximo álbum e imagina um futuro prolífico, “se nada nos detiver”, acrescenta. Gott, que havia deixado a banda em 95, sinaliza que o James de 2008 está bem próximo do James de álbuns como “Seven” (1992) e “Laid” (1993). Além disso, a formação atual da banda é a mesma que participou de “Laid”, um dos melhores álbuns do grupo, e conta ainda com o trompetista Andy Diagram ,responsável pelos inesquecíveis solos em “Born of Frustration” e que havia saído em 1992, logo após “Seven”.
Gravado na França entre outubro e novembro do ano passado, contando com a produção de Lee Muddy Baker, “Hey Ma” apresenta um James diferente de seus últimos álbuns antes do fim,reflete mais o James do início dos anos 90, dos álbuns já citados. poderia ser o sucessor de “Laid” facilmente, não tivesse Gott inventado de pular fora e a banda enveredado por uma questionável
ambientação eletrônica.
O álbum, que já bateu na décima posição nas paradas britânicas, se encontra em uma situação privilegiada para uma banda que ficou tanto tempo longe, prova disso foi a procura por ingressos para os shows de retorno no ano passado ,quando todos os se esgotaram rapidamente.
Hey Ma” é mais que um retorno, é um resgate de identidade. Algo como Uma foto 3x 4 de uma noite de um domingo de 1991, encontrada entre seus discos prediletos.
Para baixar o novo trabalho do James, clique no link abaixo:

James-Hey Ma 2008

REM Plays Munich

Em 2006 uma música me chamou muito atenção, pela sonoridade , que emulava elementos do Pós Punk, pela voz do vocalista, que lembrava um pouco a de Ian Curtis, e pela força da letra e pungencia da canção.
Tratava-se de Munich, de uma desconhecida banda chamada Editors.
Me tornei fã da banda passando a acompanhá-los a cada lançamento e , certa feita, me deparei com uma versão da banda para Orange Crush, do REM, que ficou no meu Mp3 Player (no merchandising here) por um longo período.
Agora o REM deu o troco e coverizou Munich no programa Radio One Live Lounge, da BBC Radio One. Apesar de continuar preferindo a original, o cover respeita a estrutura original da música e reforça o caráter acústico exibido em versões ao vivo do Editors.
Abaixo a troca de gentilezas:

REM - Munich



Editors- Orange Crush



E para quem não conhece a versão original de Munich, lá vai uma versão alternativa do clipe original (pra não cansar quem já connhece a música!) :



Saudações Centaurinas

Blind- Hercules & Love Affair

Pra quem não conhece (ainda)

Criatividade

Sendo a Toca um lugar aberto a manifestações artístico-culturais que extrapolam o lugar comum, achei muito bacana esta mostra de Grafites do inglês Banksy em um túnel abandonado de Londres. O acesso foi transformado com trabalhos de diversos artistas.
O artista inglês Banksy, que não revela sua verdadeira identidade, batizou o evento de The Cans Festival (ou, em tradução livre, Festival das Latas, em referencia às latas de tinta spray). Para quem está por Londres, o Acesso ao túnel abandonado está aberto ao público de sábado (3) a segunda-feira (5).
Abaixo alguns dos grafites da mostra:




Moby & Hercules and Love Affair

Não, ainda não se trata de um crossover, na verdade, talvez, de uma coincidencia!
Esses dias, fuçando por aí, topei mais de uma vez com ótimas críticas a respeito do album Hercules & Love Affair projeto comandado pelo norte-americano Andrew Butler que tem como convidados, entre outros, o vocalista Antony, do Antony and the Johnsons,ao mesmo tempo, recebí via newsletter o aviso de lançameno do novo album do Moby, Last Night.
ocorre que ao ouvir os dois tive uma grata surpresa e uma desconfiança de que ambos andaram bebendo na mesma fonte.
São albuns complementares, apresentando um painel da dance music produzisa desde o final dos 70's, passando pelos 80's ao início dos 90's.
O Hercules & Love affair faz uma releitura rica em ambientações disco e tecnopop do inicío dos anos 80, com os mesmos timbres e vocais que remetem ao que foi produzido de mais bacana naquele período.
já Last Night, do Moby, remete à atmosfera dos clubs novaiorquinos do final dos anos 80 e início dos 90's, claro, estão presentes lá todos elementos que marcam a música de Moby, climas etéreos, batidas sintetizadas, agora sem a guitarra presente nos dois últimos trabalhos, preconizando uma volta as raízes eletrônicas.
Os albuns não são identicos, mas as referencias se situam dento de um mesmo contexto.
Acho que há algo na água de Nova York!
Para baixar o album do Moby, clique no link abaixo:


Last Night


Senha: RCD
Tks Wagner (Rock Communitie Dowloads)

Para baixar Hercules and Love Affair, clique no link abaixo:


Hercules & Love Affair



Hope you Enjoy It !

Home Again



Minha internet foi dar uma volta, se perdeu e conseguiu voltar pra casa, finalmente!
bom, para não deixar passar em branco, trouxe umas dicas bacaninhas para meus estimados freqüentadores (se é que sobrou algum depois dessa ausência de quase 1 mês)
a primeira é um site bem interessante, que promete fazer você, que já passou dos 30, reviver aquela gostosa sensação (ooops..) de gravar uma fitinha cassete:

Mixwit


Claro , de forma digital, escolhendo o audio em streaming e enviando para quem você quiser presentear, exatamente como fazíamos com as fitinhas em idos tempos!
Por falar em idos tempos, topei esses dias também com o Almanaque Anos 90, do autor Silvio Essinger. Eu que pensava que a ondinha dos almanaques tinha arrefecido. Apesar de soar um pouco repetitivo, uma vez que o filão já foi bem explorado, vale uma conferida, principalmente para constatar que os 90's não foram assim
tão chatos como alguns por aí insistem!


Nesse tempo que fiquei fora, saíram também os novos da Madonna,

Hard Candy




E do REM, que tá ruim de pegar um link que não expire em 1 dia, mas que da pra ter uma bela idéia no piratão ao vivo :

R.E.M. - Live At The Albert Hall (24 / 03 / 2008)




Bom, por enquanto, é só!
Tô de volta!
Um abraço
(Pra baixar o álbum , clique em cima do nome que você será direcionado ao site de download)

Off Line


Meus prezados, peço desculpas pela ausência temporária e informo que estou momentaneamente sem acesso a Internet, assim que estiver solucionado o problema volto à Toca.
Obrigado pela visita.
Saudações!

Courtney x Grohl (Com quem você tomaria uma cerveja?)



Um dos diferenciais do My Space em relação as demais comunidades virtuais foi colocar ao acesso do publico as páginas pessoais de celebridades (ou quase) do mundo da música. Essa aproximação , no entanto, tem lá seus efeitos colaterais.
Antigamente, cabia à imprensa especializada vilanizar ou elevar a categoria sacrossanta este ou aquele artista, hoje em dia , sem o aditivo inflamável da palavra impressa, passamos a enxergar nossos artistas com olhos demasiadamente humanos, através de suas próprias palavras e sem tendencias impostas.
Desta forma, temos a oportunidade de tirar o peso das influencias em nossas conclusões. Um exemplo disto é o embate que vem acontecendo entre a polêmica cantora-e-atriz-e-viúva-de-Kurt Cobain , Courtney Love e o crítico do Jornal Village Voice, Rob Harvilla, que , em uma resenha sobre o show do Foo Fighters no Madison Square Garden, em Nova York, iniciou o texto declarando : “No Rock de Arena, como na política, nos votamos no candidato com quem gostaríamos de tomar uma cerveja”
O texto tece loas a apresentação da banda, a qual o crítico exalta as qualidades e conclui:
“E agradeço a deus por isso, por esses dias em que Dave vem alcançando unanimidade, quando Existem poucas preciosas bandas de rock americanas, que são deixadas de lado pela indústria dos indicados ao Grammy e capas de revistas chamativas” .
A Crítica enfureceu Courtney, que em sua página no My Space, revidou:
“Tomar um cerveja com quem?
Eu jamais iria votar em um presidente baseada no fato dele ser uma pessoa com quem eu gostaria de tomar uma cerveja. Isto é enlouquecedoramente sexista, e mais que isso, é burrice! Cerveja nem mesmo é bom”
e continua:
“Eu já fiz um monte de coisas com um monte de Roqueiros de Arena, entre elas: fazer sexo, cheirar uma carreira, cortar frutas para uma salada de frutas, visitar a casa deles no sul da frança...etc”
No fim , Courtney conclui que se trata de um ponto de vista do crítico e que está bastante despontada com uma instituição (o Village Voice) que enaltece uma banda medíocre.
O Foo Fighters pode não ser a banda mais original do planeta, e nem o pretende , é uma banda honesta, cujo carisma depende em parte da empatia que Dave Grohl, seu líder , exerce sobre o público, através de clips divertidos e de músicas bem sacadas, que não se atém a ditadura do momento, talvez daí venha seu sucesso, da atemporalidade de suas canções.
Courtney tem um estigma de malandragem que descredencia qualquer opinião sua a respeito de qualquer assunto, seu melhor disco, Live Thoug This, é uma obra do Nirvana, o sucessor, um disco de Billy Corgan.
O fato de ter sido Grouppie durande toda a década de 80 a proporcionou estar sempre bem cercada, e como nunca foi tola ,ela soube canalisar e tirar proveito de suas companhias.
No entanto,a seu respeito, não se vê nenhum comentário positivo na mídia a um bom tempo, seus projetos, se existem ,não repercutem e suas ultimas aparições na mídia, invariavelmente, estiveram relacionados ao abuso de substancias ilícitas.
Demonstrou ser boa atriz e faz bem o papel de Rocker Outsider, mas uma olhada mais próxima desmonta o personagem.
O embate público entre ela e os demais remanescentes do Nirvana é antigo, vem desde a morte de Cobain e cada vez fica mais evidente o incomodo que é para ela o sucesso da banda de Grohl.
Agora, pelo My Space, ficou mais fácil encontrar o buraco da fechadura.

Para entender a polêmica, clique nos links abaixo:

Matéria do Village Voice


My Space de Coutney Love

Madonna 2008 (De novo e Sempre !)



A César o que é de César!
apesar de muitos torcerem o nariz, a indústria em torno da cantora Madonna não dá sinais de arrefecimento.
O novo álbum da cantora, intitulado Hard Candy, já tem data de lançamento: será 29 de abril, de acordo com a agência de notícias Reuters.
De acordo com o comunicado, Madonna afirmou ter adotado o tema por "adorar doces".
"Tem a ver com a sobreposição de algo com força e doçura, como Madonna explica: 'I'm gonna kick your ass, but it's going to make you feel good.'
(algo como 'Eu vou acabar com você, mas você vai se sentir bem')", informa a nota.
O primeiro single do sucessor de Confessions on a Dance Floor, de 2005 será "Four Minutes" que ao lado de "Candy Store" integrará a lista completa de músicas, que ainda não foi divulgada.
Este será o último álbum de inéditas de Madonna pela Warner.
A cantora, que recentemente assinou um contrato de dez anos e 120 milhões de dólares com a novata Live Nation, irá lançar ainda uma coletânea de sucessos pela gravadora.
O álbum tem a participação de Justin Timberlake e foi produzido por Pharrell Williams, Timbaland e Nate "Danja" Hills.
Timberlake tem participação em diversas faixas do novo albúm e irá também apadrinhar a entrada da cantora no Rock and Roll Hall of Fame no próximo dia 10 de março ,em uma cerimônia que acontecerá no hotel Waldorf Astoria de Nova York e cujo homenageado será John Mellencamp, que será apadrinhado pelo cantor Billy Joel.
O Rock and Roll Hall of Fame, com sede em Cleveland (Ohio) ,homenageia nomes de destaque na história da música pop e conta com um museu onde são expostas lembranças, roupas e instrumentos originais das estrelas musicais.
Esta distinção somente é concedida a artistas que gravaram seu primeiro disco a pelo menos 25 anos antes de sua nomeação.
O disco de estréia da Madonna é de 1983.
A cantora, que recentemente estreou como diretora de cinema , disse que seu filme "Filth And Wisdom" (obscenidade e sabedoria), longa-metragem sobre um imigrante ucraniano em Londres irá diretamente para a internet, onde poderá ser baixado,pois acredita que desta forma ele será melhor aproveitado,.
"Estive em negociações com o iTunes para que eles se encarreguem dos downloads. Quero que o maior número possível de pessoas veja meu filme. Não faço nada de maneira convencional", Madona, 49 ,declarou ainda:
"Sou uma principiante. Somente o fato de eu ser uma pessoa estabelecida em uma área não significa que deva fazer o resto de meus projetos com esse mesmo perfil".
"Filth And Wisdom" estrou mundialmente na semana passada no Festival Internacional Berlim, ao lado do filme brasileiro "Tropa de Elite", que saiu vitorioso do festival.
O filme tem como protagonista o músico A.K., um imigrante ucraniano em Londres (vivido pelo músico ucraniano Eugene Hutz, líder da banda de gypsy punk Gogol Bordello). A.K. tem uma banda e distribui demos de seus discos, tentando chegar ao sucesso. Enquanto ele não vem, o músico garante o dinheiro do aluguel com clientes que lhe pagam por encontros sadomasoquistas.
Ele divide um apartamento com Holly (Holly Weston), que ama o balé, mas tem um emprego como dançarina da noite; e com Juliette (Vicky Mclure), que sonha em ajudar as crianças famintas da África, enquanto surrupia frascos da farmácia onde trabalha.
Enquanto Michael Jackson se vale do relançamento de seu álbum de 25 anos atrás para tentar voltar às paradas, Madonna dá sinais que para ela a fonte , além de longe de secar, continua jorrando.
Ponto para ela!
Para matar saudade e fazer um comparativo, abaixo os links do primeiro album e do último (clique sobre o nome do albúm para ouvir!):
Primeiro Albúm (Completo):

Madonna 1983



Último albúm, para ouvir individualmente (música por música):

Confessions on a Dance Floor

Brit Awards 2008




Entre o Grammy e o Oscar , essa semana um sopro de renovação surgiu entre as grandes premiações da indústria do entretenimento, o Brit Awards.
Enquanto as outras premiações privilegiam quem se destacou em termos de venda, o Brit Awards tem um perfil mais próximo do Festival de Cinema de Berlim, apostando mais em tendências e menos no que já foi assimilado pelo grande público.
Apesar de Amy Winehouse ter brilhado no Grammy e ter participado ao vivo da premiação do Brit, quem despontou como sucessora no reinado pop-feminino-de-bom-gosto foi a também britânica Adele, eleita melhor artista pela escolha da crítica.
Adele tem uma bela voz, envereda também pelo Soul e seu disco, 19, tem recebido honrosas críticas imprensa afora, alguns a consideram uma Amy sem drogas.
Nas demais categorias, bem representadas, não houveram grandes surpresas, tendo o Artic Monkeys levado os troféus mais importantes ,Grupo e Album, Os mesmos prêmios que o Foo Fighters angariou como artista internacional.
Paul Macartney recebeu premio especial por sua contribuição à música britânica e resumiu bem o espírito da premiação : Pra mim, a música britânica é a melhor!
A cerimônia foi comandada pela família Osbourne e teve um de seus grandes momentos quando, em uma inusitada parceria, a cantora Rihanna e o trio Klaxons mandaram uma versão de "Umbrella", grande sucesso de Rihanna, mixada com "Golden Skans", do Klaxons.
Houve ainda a participação do artista revelação Mika, que se uniu a Beth Ditto, do Gossip e a cantora australiana Kylie Minogue, melhor artista feminina internacional, que se apresentou na cerimônia, cantando "Wow". Paul McCartney fechou a noite com uma apresentação que incluiu "Hey Jude", "Lady Madonna", "Dance Tonight", "Live and Let Die" e "Get Back”
Mas a noite foi dela, a cantora Adele, mais nova mania do Reino Unido, que de acordo com os críticos será o grande estouro do ano.
O link para o album está no final da página, após a lista dos indicados e vencedores do Brit Awards 2008.

Indicados & Vencedores (em Negrito) do Brit Awards 2008:
Artista masculino
Jamie T
Mark Ronson
Mika
Newton Faulkner
Richard Hawley

Artista feminino
Bat For Lashes
Kate Nash
KT Tunstall
Leona Lewis
PJ Harvey

Grupo
Arctic Monkeys
Editors
Girls Aloud
Kaiser Chiefs
Take That

Álbum

Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
Leona Lewis - Spirit
Mark Ronson - Version
Mika - Life in Cartoon Motion
Take That - Beautiful World

Música
The Hoosiers - "Worried About Ray"
James Blunt - "1973"
Kaiser Chiefs - "Ruby"
Kate Nash - "Foundations"
Leona Lewis - "Bleeding Love"
Mark Ronson - "Valerie' featuring Amy Whinehouse"
Mika - "Grace Kelly"
Mutya Buena - "Real Girl"
Sugababes - "About You Now"
Take That - "Shine"

Artista revelação
Bat For Lashes
Kate Nash
Klaxons
Leona Lewis
Mika

Apresentação ao vivo
Arctic Monkeys
Kaiser Chiefs
Klaxons
Muse
Take That

Artista internacional masculino

Bruce Springsteen
Kanye West
Rufus Wainwright
Timbaland

Artista internacional feminino

Alicia Keys
Bjork
Feist
Kylie Minogue

Rihanna

Grupo internacional

Arcade Fire
Eagles
Foo Fighters
Kings Of Leon
The White Stripes

Álbum internacional
Arcade Fire - Neon Bible
Eagles - Long Road Out Of Eden
Foo Fighters – Echoes, Silence, Patience & Grace
Kings Of Leon - Because Of The Times
Kylie Minogue – X
Escolha da crítica:
Adele
Clique para baixar:

Adele -19


Sobre Nick Drake e a Morte de Heath Ledger


Lí recente uma matéria no Google News que mencionava uma interessante associação entre as mortes ator Australiano Heath Leadger e do Songwriter Inglês Nick Drake.
Drake, para quem não conhece, foi um brilhante e obstinado compositor e cantor Inglês, cujo suposto suicídio, em 1974, em muitos pontos lembra a polêmica em torno da morte de Ledger.
Assim como Ledger, Drake também fora encontrado morto e pelo mesmo motivo, intoxicação por medicamentos para dormir, da mesma forma, não havia bilhete de despedida .
Nicholas Rodney Drake nasceu em 19 de junho de 1948, em uma família de classe média-alta em Burma,na Birmania. Aprendeu a tocar piano quando criança e começou a compor suas primeiras melodias. Desenvolveu interesse por esportes, Foi capitão da equipe de rugby, Aprendeu clarinete e saxofone e se apresentava com a banda da escola.
Entre 1964 e 1965 ele formou uma banda com outros quatro amigos intitulada The Perfumed Gardeners de onde foi logo expulso por seu gosto musical, visto como pop demais pelos outros integrantes.
Ainda em 1965, Drake pagou treze libras esterlinas por seu primeiro violão e logo se aventurou no campo dos experimentalismos sonoros , desenvolvendo uma afinação própria.
Em setembro de 1967 conheceu Robert Kirby, estudante de música que orquestraria muitos arranjos de corda para seus dois primeiros discos. Nesta época, Drake descobriu o folk inglês e outros compositores ,sendo influenciado por artistas como Bob Dylan, Josh White, Phil Ochs e Jackson C. Frank.
Começou então a realizar apresentações em clubes locais e cafés de Londres e em fevereiro de 1968 foi descoberto por Ashley Hutchings, da banda Fairport Convention. Hutchings ficou impressionado com sua habilidade como guitarrista e Nick foi recomendado a Joe Boyd, famoso por suas produções, entre elas a de Pink Floyd e Jimi Hendrix.
O primeiro Album, Five Leaves Left, foi lançado em setembro de 1969. A Revista britânica Melody Maker referiu-se ao álbum como "poético" e "interessante" ao passo que a NME escreveu em outubro que "quase não havia variedade suficiente para torná-lo divertido". Foi recebido com pouco entusiamo, a exceção do programa de John Peel, que ocasionalmente tocava algumas faixas. Drake se mostrou descontente com o modo com que o disco foi impresso, com a ordem de execução diferente das faixas e com a omissão de trechos gravados no estúdio.
Embora o reconhecimento gerado por Five Leaves Left tenha sido pequeno, Boyd estava interessado em gravar um novo disco com uma dinâmica parecida. Bryter Layter, novamente produzido por Boyd e tendo Wood como engenheiro, é mais alegre, com elementos do jazz. Como o seu antecessor, o álbum tem a ajuda músicos da banda Fairport Convention e contribuição de John Cale. As críticas foram novamente variadas: enquanto a revista Record Mirror elogiou Drake como "um ótimo violonista, límpido, e acompanhado com suaves e maravilhosos arranjos", a Melody Maker descreveu o álbum como "uma mistura de folk e uma desagradável fusão jazzística"
Embora a Island não quisesse um terceiro álbum, Drake procurou Wood em outubro de 1971 para começar a trabalhar no que seria seu último disco.
As sessões duraram duas noites, tendo apenas Drake e seu engenheiro no estúdio. As sombrias faixas de Pink Moon são curtas, as onze canções do disco têm apenas vinte e oito minutos. Drake tinha manifestado descontentamento com o som de Bryter Layter e acreditava que cordas, bateria e saxofone, criaram um som muito cheio, muito elaborado.
Após a conclusão do álbum, Drake entregou as fitas-mestre no balcão da Island Records, colocou-as junto a recepcionista do balcão e saiu sem falar com ninguém.
As fitas ficaram lá durante o fim de semana e só foram percebidas mais tarde, na outra semana. Voltou a casa dos pais e o seu estado psicológico piorou bastante, se recusou a promover a divulgação do álbum, Sofreu uma crise nervosa que o deixou hospitalizado por cinco semanas Decidiu largar a música e tentar arranjar um emprego, Desistiu disso, e no resto de seus dias fazia viagens ocasionais a Londres e à França, onde visitava amigos.
Em julho de 1974, Nick procurou Boyd dizendo que tinha algumas canções para gravar, essas canções viriam a ser seu quarto álbum, mas ele desistiu das gravações e não teve tempo de retomá-las. Depois de ter passado a tarde visitando um amigo, fora dormir cedo e a certa hora da madrugada deixou o seu quarto para ir à cozinha - sua família recorda que ele fazia isso inúmeras vezes- retornou entâo ao seu quarto um pouco mais tarde e tomou alguns comprimidos para "ajudar a dormir". Por conta da dificuldade em adormecer, muitas vezes ficava até altas horas da noite tocando e escutando música, em seguida dormia boa parte da manhã. Por volta do meio dia sua mãe foi acordá-lo porque ele parecia estar dormindo há muito tempo...". segundo ela Nick ocupava toda a cama por conta de sua estatura, e que a primeira coisa que observou foram "suas longas pernas... a sua longa perna". Nick Drake havia morrido.
Não houve nota de suicídio, porém, uma carta dirigida a Sophia Ryde, a possível namorada. Nela, haviam apenas o versos "Now we were, we are every were", retirados da canção "Which Will", de seu último álbum. No inquérito de morte, o investigador notificou "intoxicação aguda de amitriptilina auto-administrada quando sofria de uma doença depressiva", e concluiu o veredicto como suicídio, fato contestado por alguns membros de sua família.
Heath Ledger era obcecado por Nick Drake, declarara sua admiração em diversas ocasiões, chegou inclusive a gravar uma homenagem ao ídolo, em um vídeo onde afoga-se em uma banheira ao som de Black Eye Dog.
A estranha relação entre as duas mortes é um desses casos onde as circunstâncias importam menos que as coincidências.

Abaixo estão os links para admirar a genial e sensível obra de Drake
Recomendo em especial Pink Moon, uma obra prima.

Bryter Leyter


Pink Moon


Five Leaves Left



Special Thanks to Marcel Cruz do

Sacundinbenblog

Thriller : 25 Anos Depois

Em 1984 eu tinha nove anos e lembro que assisti escondido ao clip de thriller, em sua reprise, no fantástico ! havia propaganda o tempo todo na TV, a música já tocava na rádio e principalmente, Michael Jackson, naquela época, estava em todo canto.Como só tinha nove anos, naturalmente, não tinha como mensurar  o impacto do disco  e nem dos clips na cultura pop e muito menos imaginar quem tinha sido aquele rapaz negro que dançava  como eu nunca tinha visto.Minha mãe já havia visto o clip, na semana anterior e o considerou inadequado para crianças, mas eu achava uma sacanagem só eu não ter assistido ainda, todo mundo na escola só falava daqueles zumbis dançantes, do clima de filme de terror, alguns só conseguiram dormir devidamente acompanhados por suas mamães, mas ,claro, não admitiam.Os comentários me aguçavam  a imaginação, era um clip? Um filme de horror? Um quadro do fantástico? Ia virar série? Era tudo uma incógnita ,ao mesmo tempo lúdica e  excitante.As amigas da minha mãe, adultas chatas, falavam que tinham ficado chocadas, que crianças choravam, ficariam traumatizadas, que era um absurdo um negócio daquele passar num horário onde haviam crianças assistindo ( e olhe que na época lembro de dormir cedo, ao menos pelos critérios atuais). Não imaginava aquele rapaz que passava uma imagem tão tranqüila na TV, cara de bom moço, que tinha umas musiquinhas tão legais tocando na rádio, como uma figura ameaçadora, um criminoso em potencial, mas acho que a partir dali comecei a entender na prática um fenômeno que só conheceria na teoria uns bons anos depois, o Marketing.Essa semana ouvi o álbum comemorativo de 25 anos de lançamento de Thriler e aquele garotinho de nove anos saiu por aí cantarolando aquelas musicas que fazem parte do inconsciente coletivo Pop, todas elas. Falar sobre Thriler, o álbum , é redundante, sobre seu impacto na cultura pop, desnecessário, o disco mais vendido da história da música não só consolidou Michael Jackson como astro como trouxe a tona  toda uma série de efeitos colaterais, para o bem e para o mal.À época Recém criada MTV teve grande parte da culpa, pois , também como fenômeno recente , precisava de lenha para sua fogueira, e Michael era uma fonte inesgotável.A cultura negra norte americana, ainda sem a paranóia do politicamente correto, ganhou o mundo, através do Break, da moda, da música e para onde quer que se virasse, havia-se Michael Jackson, da propaganda da Pepsi, - onde ocorreu o fatídico acidente que o fez perder parte dos cabelos -  ao filme ET, cuja narração original de Michael fora subtraída da versão final, oficialmente por problemas contratuais com a Sony, oficiosamente para não ofuscar o filme.  We are the World, we are the children, e lá estava Michael também.Em 1987, ainda apoiado em uma bilionária campanha de marketing, Michael lançou BAD, um disco que nem de longe se comparava ao êxito anterior. Thriller não era o primeiro disco de Michael, longe disso, era o 6° de sua carreira solo, desde que abandonara o Jackson 5, mas incorreu na síndrome no segundo album, aquela onde o cantor ou banda criam uma expectativa tão grande em relaçâo ao próximo trabalho que qualquer deslize pode ser fatal, e no caso de BAD houveram vários deslizes, ainda assim, o albúm teve vendagem astronômica, perto de 36 milhões de cópias, e emplacou pelo menos 5 músicas na primeira posiçao nos EUA.Durante a divulgação de BAD, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael adquiriu contornos enfáticos. Verdades e calúnias  tornaram-se parte do mito criado em torno de Jackson. Foi noticiado, por exemplo, que o astro tentou comprar os ossos e roupas de John Merrick, o Homem Elefante. Que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada em uma jarra dentro de casa. Que dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.O que se seguiu após, de consideráveis fracassos comerciais à famigerada perseguição dos Paparazzi, dos inúmeros escândalos sexuais aos casamentos, só aumentavam a percepção de alguém infeliz e sufocado com pelo próprio sucesso.Hoje com tantas Amys e Britneys soltas por aí com uma garrafa na mão e muitas drogas na cabeça, Michael Jackson se tornou desinteressante para as colunas de fofocas e talvez seja por isso que a reedição de Thriller seja tão bem vinda.Após os últimos 20 anos de infelizes incursões pelas páginas policiais e da divulgação de suas excentricidades, de calunias e erros crassos de auto promoção,  finalmente temos a oportunidade de ouvir  Michael Jackson fazendo o que ele sabe fazer como poucos: a música, e de quebra, em sua melhor forma!
Para ouvir clique

AQUI

REM- Accelerate


Accelerate, o novo álbum do REM, com previsão de lançamento la fora para 1° de Abril (Dia da mentira, por aqui)nem vazou direito e já vem causando Ansiedade nos fãs da banda. Quem ouviu garante que é o trabalho mais visceral em anos, com sonoridade muito próxima dos primeiros álbums .
Para aguçar o paladar, vai uma prévia da capa (acima) e um vídeo da música (abaixo), até agora conhecida por Disguised ,gravado em Dublin em 30 de Junho 2007.

Algumas curiosidades sobre o REM:

- Primeiro show da banda que se tem notícia: 5 de abril de 1980

- A Banda vem de Athens, mas nem todos nasceram por lá. Stipe e Mills por exemplo.

- Uma das primeiras coisas que Stipe percebeu (e gostou) foi a sobrancelha de Bill Berry. Tanto que fez questão de colocar na capa do Life´s Reach Pegeant"

- Stipe é formado em belas artes.

- Os dois primeiros singles lançados pela banda foram: Radio Free Europe e Sitting Still

- Michael Stipe admite que com o passar dos tempo - a banda foi desacelerando o ritmo. Motivo ? Não confiavam no próprio taco.

- Peter Buck é pai de duas gêmeas e só aprendeu a tocar guitarra aos 21 anos de idade.

- Mike Mills era o "nerd', Um músico por excelência. Era amigo de infância de Bill Berry.

- A banda só deu conta de que estavam "realmente" fazendo música qdo escutaram pela primeira vez "Perfect Circle".

- Dia 28 de abril é o dia mundial do REM numa pequena cidade dos EUA. Foram condecorados devido a um show que marcou por lá.

- REM não participa de nenhum evento que tenha patrocínios de empresas não ecologicamente corretas...Vide cigarro, agressão ao meio ambiente, matadouros e etc...

- Esse é um dos motivos nas quais a banda nunca veio para um "Hollywood" Rock ou "Free" Jazz.

- A banda tocou certa vez num cubículo e só avisou aos amigos. O nome dado na entrada era: Hoje show com "Bingo Hand Job"

Obs: O show foi de graça e teve gente se matando quando soube que o REM tocara ali tão perto e não fôra.

- Certa vez, Kurt Cobain (de quem Michael era muito amigo) admitira que o sonho dele era gravar um álbum que estivesse à altura de um "REM"

- Tanto foi que a música "Let me in" (monster) é dedicada e sobre a morte de Kurt. A guuitarra tocada tanto no estúdio como no show era de Kurt. Sua viúva, Courtney Love, deu para a banda. E quem toca é o Mike Mills (baixista)

- O ex-baterista Bill Berry teve um ataque de aneurisma em pleno show. Isso assustou a banda. Algum tempo depois o baterista sairia da banda alegando cansaço e desânimo. A banda nunca o substituira. Sempre contrata os bateristas.

- Michael foi submetido a uma cirurgia de hérnia de disco na mesma época do incidente com Bill Berry.

- Stipe é dono de uma produtora de cinema. Desta saíram filmes como "Quero ser John Malkovich" e "Velvet Goldmine".

- Peter Buck e Mike Mills têm uma banda paralela chamada "Hindu Love Gods"

- O álbum Life´s Reach Pegeant foi considerado por Robert Plant (Led Zeppelin) um dos maiores discos feitos.

- O título do disco "murmur" é esse, pois Michael afirmara que a palavra (murmur) é uma das poucas no mundo que varia quase nada a pronúncia em diversos idiomas

- A banda quase se separou em 85 - em meio ao Fables Of Reconstruction - devido a turbulências entre os integrantes. Em tempo: o álbum foi gravado em Londres.

- Um dos maiores fãs (famosos) da banda é o cineasta Win Wenders.

- Lançado em 83, Murmur foi aclamado como melhor álbum pela crítica. Batendo U2 e Michael Jackson. O que não era pouco se considerarmos que a banda era independente.

- Mike Mills já havia estado no nosso país umas duas vezes. Em São Paulo.
Resolvendo pendências com a Warner daqui. Isso bem antes de 2001. Ano do show.

- Michael conheceu Peter numa loja de discos. Peter, um colecionador (dizem que tem mais de 8.000 vinis) nato trabalhava na tal loja.

- Juntamente com o Sonic Youth, REM foi a banda responsável pela abertura de toda cena independente nos EUA. As famosas "college radios". Todo universitário americano da década de 80 adorava a banda.

-As duas bandas (Sonic Youth & REM) são co-irmãs. Por diversas vezes o baterista do SY tocou no lugar de Bill Berry após a saída desse.

- O álbum "Automatic for the People" foi produzido por John Paul Jones (somente o ex-baixista do Led Zeppelin)

- Mike Mills participou ativamente de uma trilha sonora para um filme que foi cancelado.Depois disso falou que "queria que Hollywood se F****** !!!!

- Morrisey num show em meados dos anos 90 - cantou uma canção do REM. Disse que a banda era ótima e Stipe um cara cool.

- REM, no começo, tocava muito punk. As covers geralmente eram Sex Pistols, Buzzcocks e MC5.

- Stipe considera o disco "Entertainment" (Gang o Four) - um dos maiores clássicos de sua vida. Tanto que no vinil original, fez questão de deixar um depoimento à banda.

- A banda apoiou Clinton nas eleições. E é uma das principais opositora de Bush. (tanto pai como o filho)

- O erro da grafia do "Green" - um 4 em cima do "R" foi sem querer, mas Stipe achou maravilhoso. Pediu para que deixasse.

- Velvet Underground foi a banda que mais covers - foram executadas pela banda. Uma de suas maiores influências.

Agora, o vídeo:



Fonte das Informações: comunidade

REM Brasil


no Orkut.
Special Thanks to: Léo Rocha

No ,Thanks !


Esse mês de Janeiro fiz uma espécie de imersão involuntária no Punk Rock, primeiramente , reli Kill me Please (Mate-me por favor, na edição nacional) e logo depois, me caiu em mãos a coletânea No Thanks! The 70's Punk Rebellion . O livro, escrito por Larry "Legs" McNeil e Gilliam McCain, foi lançado no Brasil em 2004 e
apresenta uma série de entrevistas, em seqüencia cronológica, que recriam todo um painel, da gênese do punk rock à criação da estética visual do movimento, recheado de boas histórias , foi relançado pela L & PM Pocket, em 2005 dividido em duas partes, como livros de bolso facilmente encontráveis em qualquer boa livraria.
Deveria ter funcionado como leitura de verão , acompanhada de uma espetacular trilha sonora , pois a coletânea (cujos links disponibilizo abaixo), cobre de forma precisa e ampla tudo o que melhor foi produzido na época ,estendendo este painel e permitindo uma compreensão musical muito mais rica e elaborada da música que de alguma forma esta relacionada ao movimento,antes , durante e depois de sua concepção, no entanto, terminou sendo mais que isso.
Para mim, num primeiro momento, a definição de movimento Punk se resumia a músicas rápidas, de três acordes básicos com uma letra contundente e uma atitude idiossincrática e marcado por um visual agressivo que em um dado momento, passou a ter mais importância do que a musica,talvez pela limitação imposta pelos tais 3 acordes, que aparentemente engessavam uma criatividade agressiva e crua, vista poucas vezes desde que o termo Rock'n'Roll fora criado.
Essa musicalidade crua contrastava radicalmente com o rock progressivo produzido na época, pretensioso e difícil para não iniciados.
Paralemente, havia o Glam Rock, representado principalmente por Bowie, Roxy Music, T-Rex e New York Dolls e também as grandes bandas, envolvidas em turnês tão milionárias quanto espetaculosas como The Who, Led Zeppelin, Queen,e havia ainda a soma de tudo isso , com apelo adolescente, o KISS.
Porém a parte dos jovens que não se identificava com aquela sonoridade pomposa e inacessível passou a prestar atenção ao trio guitarra, baixo e bateria quando começou a pipocar aqui e ali umas bandas formadas por garotos da periferia , com visual sujo e canções curtas e diretas.
Se o livro inicia a viagem pela Nova York dos anos 60, através da concepção do Velvet Undergroud, a coletânea inicia por Ramones, em um outro extremo, na mesma Nova York, agora nos anos 70, no CBGB, o grande templo do Punk enquanto música.
Dou um salto no tempo, estamos em 2008, o CBGB's já não existe mais e as manifestações musico-culturais mais radicais desta década ainda estão vinculadas às periferias pobres, no entanto num contexto mais violento, individualista e com inevitável apelo racial, tanto faz se através do Funk carioca ou do Miami Bass, do R&B, do Rap ,a temática é semelhante e invariável, sem conotação política , como uma risível alegoria de uma sociedade entregue a ímpetos consumistas e (ou) hedonistas.
- Não que o Punk fosse um movimento casto, longe disso, porém a tensão sexual e repressiva se manifestava pelos seus acordes e pela postura agressiva -
Essa periferia mítica produzida pelos meios de comunicação nos dias atuais é ao mesmo tempo folclórica e assustadora, a agressividade está presente numa tensão social constante, onde garotos brancos empunhando guitarras não tem vez.
Nesse panorama atual ,onde a presidência daquele que foi o maior império econômico do século passado provavelmente será disputada por uma mulher e um negro dentro de uma sociedade esfacelada e sufocada por escândalos e perdas financeiras, o discurso igualitário e quase socialista de facções mais radicais e políticas do Punk soariam ingênuos,como pensei que seria minha leitura de verão.
Não foi, pode ter sido um resgate simbólico e pungente ou ainda uma antecipação nostálgica do buraco onde estamos nos metendo, porém foi mais ruidoso e principalmente, sincero.

VA - No Thanks! The 70's Punk Rebellion CD 1
1. Ramones - Blitzkrieg Bop
2. The Clash - White Riot
3. Nick Lowe - Heart of the City
4. Buzzcocks featuring Howard Devoto - Boredom
5. The Saints - (I'm) Stranded
6. The Damned - Neat, Neat, Neat
7. The Jam - In the City
8. Pere Ubu - Final Solution
9. The Modern Lovers - Roadrunner
10. Television - Little Johnny Jewel
11. The Adverts - One Chord Wonders
12. The Heartbreakers - Born to Lose
13. Iggy & The Stooges - Search and Destroy
14. Mink Deville - Let Me Dream If I Want To (Amphetamine Blues) [Live]
15. X-Ray Spex - Oh Bondage Up Yours!
16. Wire - 12XU
17. Richard Hell & The Voidoids - Blank Generation
18. The Stranglers - (Get A) Grip (On Yourself)
19. The Runaways - Cherry Bomb
20. New York Dolls - Personality Crisis
21. Eddie & The Hot Rods - Teenage Depression
22. The Dictators - Two Tub Man
23. Patti Smith - Hey Joe [Version]
24. Generation X - Your Generation

CD1



VA - No Thanks! The 70's Punk Rebellion CD 2
1. Iggy Pop - Lust For Life
2. The Adverts - Gary Gilmore's Eyes
3. Ultravox! - Saturday Night In The City Of The Dead
4. Buzzcocks - What Do I Get?
5. Blondie - X Offender
6. The Boomtown Rats - Lookin' After No. 1
7. Penetration - Don't Dictate
8. The Fall - Bingo Masters Breakout
9. Patti Smith - Free Money
10. The Jam - The Modern World
11. The Heartbreakers - Chinese Rocks
12. The Damned - New Rose
13. Subway Sect - Ambition
14. Television - See No Evil
15. Stiff Little Fingers - Suspect Device
16. Wire - Mannequin
17. The Vibrators - Baby Baby
18. Richard Hell & The Voidoids
19. The Boys - First Time
20. Dead Boys - Sonic Reducer
21. Magazine - Shot By Both Sides
22. Elvis Costello - Mystery Dance
23. New York Dolls - Trash
24. X-Ray Spex - The Day the World Turned Day-Glo
25. Eddie & The Hot Rods - Do Anything You Wanna Do

CD2




VA - No Thanks! The 70's Punk Rebellion CD 3


1. Generation X - Ready Steady Go
2. The Undertones - Teenage Kicks
3. Ian Dury - Sex & Drugs & Rock & Roll
4. Buzzcocks - Ever Fallen In Love?
5. Suicide - Rocket U.S.A.
6. Devo - Mongoloid
7. 999 - Homicide
8. The Dils - Mr. Big
9. Joy Division - Warsaw
10. The Mekons - Where Were You?
11. The Germs - Lexicon Devil
12. The Rezillos - (My Baby Does) Good Sculptures
13. The Pretenders - The Wait
14. The Weirdos - We Got The Neutron Bomb
15. The Modern Lovers - Pablo Picasso
16. Alternative TV - Action Time Vision
17. Tom Robinson Band - 2-4-6-8 Motorway
18. The Avengers - We Are The One
19. Sham 69 - Borstal Breakout
20. Black Flag - Wasted
21. Ramones - Sheena Is A Punk Rocker
22. Fear - I Love Livin In The City
23. The Boomtown Rats - She's So Modern
24. Rich Kids - Ghosts Of Princes In Towers
25. X - We're Desperate
26. The Dickies - You Drive Me Ape (You Big Gorilla)
27. The Motors - Dancing The Night Away

CD3 Part 1


CD3 Part 2




VA - No Thanks! The 70's Punk Rebellion CD 4


1. Siouxsie & The Banshees - Hong Kong Garden
2. Blondie - Hanging On The Telephone
3. The Rezillos - Top Of The Pops
4. X - Adult Books
5. The Members - The Sound Of The Suburbs
6. Dead Kennedys - California Über Alles
7. The Only Ones - Another Girl, Another Planet
8. The Soft Boys - (I Want to Be An) Anglepoise Lamp
9. Elvis Costello & The Attractions - Radio, Radio
10. The Slits - Typical Girls
11. The Cramps - Human Fly
12. Talking Heads - Psycho Killer
13. The Ruts - Babylon's Burning
14. Sham 69 - If The Kids Are United
15. Stiff Little Fingers - Alternative Ulster
16. The Cure - Boys Don't Cry
17. The Pop Group - She Is Beyond Good And Evil
18. Joe Jackson - Is She Really Going Out With Him?
19. The Undertones - Get Over You
20. Gang Of Four - Love Like Anthrax
21. The Stranglers - Peaches
22. Skids - Into The Valley
23. Johnny Thunders - You Can't Put Your Arms Round A Memory
24. Joy Division - Love Will Tear Us Apart

CD4 Part1


CD4 Part2



Specia Thanks to Eddie, da Comunidade RCD , por ter disponibilizado os links para Dowload.

RIP Heath Ledger

De fato, uma grande perda artística, que será devidamente canalizada pela indústria do entretenimento quando for lançado o próximo Batman, onde o ator interpreta um inacreditável Coringa.
Lamentavelmente os anos 00 já tem um mito.
abaixo uma entrevista quando do lançamento de I'm not There, onde interpreta uma das facetas de Bob Dylan.

Seven Ages of Rock


Depois de uns belos dias de ausência , volto à toca para comentar um ou outro acontecimento musico-cultural que tenha me chamado atenção neste particularmente quente início de 2008.
E uma das primeiras coisas que eu gostaria de recomendar tem um pouco a ver com a proposta do Blog, de comentar as variáveis da música pop, contextualizando e , dentro de um prisma pessoal, analisando os lançamentos e fatos que invariavelmente surgem acerca desta ou daquela banda.
No fim do ano que passou topei com um documentário exibido pela BBC em Junho de 2007 chamado Seven Ages of Rock, mas especificamente, com o episódio 6, Left of The Dial , sobre a cena alternativa Norte Americana em uma linha de tempo compreendida entre o início dos anos 80 até os anos 90.
Esse episódio em particular me tocou pela minha identificação com aquela sonoridade College - uma vez que hoje praticamente tudo caiu num buraco negro chamado Indie - que fora o refúgio dos “deslocados” cultural e musicalmente dos anos 80 e que, nos anos 90, através do REM em uma extremidade e do Nirvana em outra , explodiu para o Mainstream e desvirtuou os conceitos de viabilidade comercial conhecidos até então.
Estão ali, em entrevistas, raras imagens de arquivo, shows, análises e menções mais que honrosas , bandas como Pixies, Husker Du, Replacements, Throwing Muses, Black Flag ,Mudhoney entre outros, capitaneados pelos supra citados REM em uma ponta -O nascimento- e Nirvana em outra –Ascensão e queda -
E o por que de cada uma dessas bandas ocupar a extremidade dessa linha temporal é o mote do documentário mais completo, sensível e profundo que já foi feito sobre o assunto.
Nos anos 80, a estética predominante no Rock Norte americano havia sido a do Metal farofa, aqueles cabelos e maquiagens exagerados que, se por um lado, remetiam a estética Glitter dos anos 70, por outro, não tinha comprometimento com uma linguagem específica e nem com uma musicalidade ou referencias mais elaboradas, era vazia de conceitos e atitudes.
Era manhã na América de Reagan, mas em um circuito fechado de cidades esquecidas no interior Norte Americano, uma cena musical tomava forma, uma cena espontânea e quase acidental cujos mentores e seguidores se esbarravam em uma rota que partia de Athens na Georgia, passava por Greensboro, Madison, Minneapolis e desembocava em Seatle.
E o que eles tinham em comum além do descontentamento e frustração com a política e o apreço a uma sonoridade crua, herdeira do Punk e contaminada por idéias ora politicamente radicais ora semi dadaísta, era o amor a liberdade que a estrada os proporcionava, que a independência dos grandes selos os permitiam, porem, toda liberdade tem seu preço e não tardou para a indústria musical, titubeante naquele início de anos 90, alçar o Rock Independente ao status de prioridade.
It’s the end of the World as we Know it, and i feel Fine, já cantara Michael Stipe no último álbum do REM para o selo independente IRS: Document , como se previsse que dali adiante, a liberdade conquistada pela banda seria cerceada por uma indústria de cultura descartável, que produz e crucifica seu produto com a mesma desenvoltura. Losing My Religion, do disco Out of Time, de 1990, alcançou os píncaros das paradas, sendo repetida a exaustão, assim como a controversa (para os fãs) Shine Happy People. O golpe foi maior , porém, no ano seguinte, quando sem mais nem menos, Nevermind, de uma obscura banda de de Seatle, sem nenhum hit anterior e proveniente de um pequeno selo independente, Sub Pop, tomou de assalto FM’s, MTV e toda pauta de revistas dedicadas ao gênero, era o início do fim.
O sucesso de Nevermind criou uma expectativa asfixiante sobre a banda, que não havia projetado e nem se preparado para aquilo e cujos efeitos colaterais teriam o peso de uma espada sobre a cabeça de seu líder, Kurt Cobain.
De repente pipocaram aos montes bandas de rock alternativo com musicalmente pouco ou nada em comum, exceto o fato de serem Norte Americanas, oriundas de selos independentes e terem percorrido trajetória semelhantes.
Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarden, Alice in Chains e toda uma geração logo foram disputados a peso de ouro pelas gravadoras e rotulados pela imprensa de Grunge, algo como lixo, lixo da sociedade pós capitalista , da era Reagan, regurgitado e comercializado em reluzentes embalagens na era Clinton, com um diferencial de mercado, um selo de qualidade involuntário, o carimbo da censura através do aviso: contém letras impróprias.
Por não se tratar de um movimento e não possuindo manifesto próprio, e talvez até por isso mesmo, o Grunge ressucitou a intenção de Viviene Westwood quando juntamente com Malcom Maclaren tramaram o Sex Pistols: se apropriar de uma linguagem musical e lançar uma tendência estética.
Porém a Londres dos anos 70 era multi facetada, colorida de um lado e suja de outro, já a Seatle dos anos 90 era basicamente fria, gelada,sem uma identidade visual elaborada, e tudo o que a moda de lá podia oferecer eram os inacreditáveis camisões de flanela que fizeram sucesso até no verão do Rio de Janeiro (!).
Sem estrutura adequada para sustentar a fama repentina e os milhões de dólares adquiridos subitamente, as bandas começaram a se esfacelar, a criatividade a minguar e as músicas parecia se diluir numa temática fria, deprimida e auto destrutiva que repercutia mais ainda quando se associava à vida pessoal daqueles garotos de repente transformados em ídolos.
Para cada movimento, sempre havera um Martír, para cada Martír, um motivo!
Em 1994 Cobain saiu das paginas musicais para a pagina policial após cometer suicídio com um tiro na cabeça, aparentemente sozinho, entregue aos próprios fantasmas, auto indulgente, como o fim do movimento que representava.
O Rock alternativo jamais foi o mesmo, sua temática fora definitivamente absorvida pela indústria, seus códigos assimilados e sua estética devidamente esmiuçada e dissecada em seguidas coleções de outono-inverno pelo do mundo.
Uma década após , através do olhar preciso e analítico daquele documentário, percebo que ainda que como mero espectadores, vivenciamos a formação de um importante capítulo da história do Rock, de um capítulo conflituoso e inevitável, tal qual o fim da adolescencia, o da Inocencia perdida!

-Na barra de Vídeo ao lado relacionei partes do documentário Seven Ages of Rock e em homenagem aos alternativos de ontem e de hoje a radio Toca Plays está com sua seleção totalmente College Rock-
Hope u Enjoy

As Piores capas de 2007


Ando me repetindo nos últimos posts na minha implicância com as listas, pelo fato delas não acrescentarem nada, por serem pessoais ou editoriais demais, enfim, por uma série de razões que, colocadas lado a lado, não constituem exatamente uma ojeriza, talvez uma má vontade!
Estava dando uma olhada nos blogs e páginas de revistas gringas atrás da raspa do tacho de 2007, do que seria tendência para o ano que começa semana que vem ou simplesmente pra descobrir quem passou batido - e muita coisa passou batida - pois desde já reconheço que o ano de 2007 foi bastante especial para a música, independente ou não.
Me deparei então com duas listas, uma da Pitchfork  e outra da Idolator ,ambas sobre o mesmo tema:

                   As PIORES capas de álbuns de 2007.


As capas de discos, originalmente deveriam somente servir de moldura para a identificação do artista, estavam inseridas na idéia de álbum, cujo conjunto era composto por canções, parte gráfica, letras , ficha técnica e agradecimentos.
Com a evolução do mercado e já alçado a condição de objeto cultural, as capas passaram a ter tanta, em alguns casos até mais, importância do que a música que compunha o conjunto, sendo , em um dado momento, o principal referencial mercadológico de uma banda , de um selo ou mesmo de um estilo.
Andy Warhol, nos anos 60, lançou o conceito de Pop Art, e , paralelamente a ele , a capa do primeiro álbum da banda que apadrinhou, o Velvet Underground , polêmica por esconder sob a banana que a ilustrava a foto de um pênis, tendo sido censurada e posteriormente lançada sem tal menção.
O impacto maior desta capa foi a assimilação imediata das gravadoras, em plena contra cultura - não bastava ter uma capa bonita, ela tinha que ser polêmica-
A disputa pela melhor capa se acentuou com o duelo Beatles x Stones, cujas capas passaram a ser esquadrinhadas minuciosamente, servindo até de combustível da paranóia política persecutória que marcou aqueles anos.
Nos anos 70, com o advento do Rock progressivo, as capas passaram a exprimir um conceito, uma introdução ou síntese da obra, The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, talvez a banda das capas mais criativas, é considerado um marco, um ícone até hoje.
Na sequencia, o Punk mudou as regras, mandou os conceitos de mercado as favas: três acordes, letras sem firulas e capas diretas, como a de Nevermind The Bollocks, dos Sex Pistols. Vieram então os anos 80 e com eles as super produções, as capas mega elaboradas, em contrapartida, as capas das bandas com influencia Pós Punk ,os New Romantics e mesmo as bandas de Hardcore ,recuperavam a idéia de conceito, descartada pelos punks , passando a contextualizar a musica através da imagem.
Nesse interim e correndo paralelo a toda essa movimentação, surgiram os elementos que identificavam as bandas de Heavy Metal (Cruzes, cemitérios, monstros como o Eddie , do Iron Maiden) e as imagens icônicas do Reggae e da Black Music cada um agregando valor e criando uma referencia visual para um estilo musical.
Os últimos suspiros de arte conceitual em capas de álbuns foram nos anos 90, quando o vinil já havia sido substituído pelo CD, e as capas não necessariamente ostentavam a elaboração de outrora, bastava uma boa idéia como sinalizava Nevermind, do Nirvana.
A Digitalização da música, neste século, tornou a capa um artefato secundário, item que importa mais a saudosistas da era do vinil do que propriamente para a massa de conssumidores de Ipods e mp3 players.
Mas para estes saudosistas, pessoas a quem manusear uma bela capa era quase um contato com uma obra de arte, uma boa capa ainda reflete muito do som da banda, ou da intenção do selo e até mesmo da qualidade da música que compõe o pacote.
Por isto essas listas me chamaram tanto a atenção, menos pelos artistas citados, mais como evidencias da extinção de uma arte, cujos mecanismos permanecem, mas os elementos se dissipam.

Vídeo: Album Cover Galore - A Batalha das Capas -

Ceremony By Radiohead

A banda mais criativa dos 90's tirando um cover da banda mais influente dos 80's em pleno final de 2007, isso é o que chamo de atemporalidade !

As Listas....



Já começaram a pipocar aqui e ali as famigeradas listas de Fim de ano, em todas elas algumas figurinhas carimbadas irão bater ponto, como por exemplo, o evento cinematográfico do ano: Tropa de Elite.
Em outras, para se diferenciar do previsível, surgirá alguma banda ou filme que você não ouviu falar nem no blog do seu amigo mais antenado.

Listas, como já citei em outro tópico, são invenção Britânica para encher lingüiça nos tablóides, que se alastraram feito praga mundo afora , por sua capacidade de sintetizar uma idéia comum ou de criar polêmica.

O fato é que a polêmica causada pelas listas é exatamente o que mantém o interesse nelas, a divergência de opiniões e um foco de vista pessoal ou editorial é o combustível que alimenta essa pequena (ou grande, dependendo do objeto a ser
listado) manifestação de maniqueísmo midiático.

A Lista dos 10 discos do ano, dos 10 Filmes, dos 10 escândalos, toda publicação que se preze, da mais renomada a mais medíocre fará sua seleçãozinha de acordo com os seus critérios de bom e ruim ,e esses, diga-se de passagem , são tão subjetivos quanto o conceito de bom gosto, varia de acordo com o interesse de cada grupo.

A década de 90 assistiu uma dissociação nunca antes vista em termos musicais no tocante a estilos, enquanto nas décadas anteriores os limites de um estilo eram bem definidos,o que era Country era Country, o que era Hard Rock era Hard Rock e o que era eletrônica era eletrônica, a partir daquela década passou-se a agregar denominações distintas a um mesmo estilo baseando-se, mais uma vez, em subjetivismos e limites tão tênues quanto a quantidade de BPM (Batidas por Minuto) de uma música.

Surgiram termos como Low Fi, Nu Metal, Ragga, Ambient, Techno entre outros e estes se subdividiram em uma centena e meia de subcategorias que tornaram impraticável listar um desses subgêneros sem o risco de invadir a seara de uma sub sub categoria antagônica.

Por esse motivo as listas hoje parecem grandes balaios de gatos , sem um objetivo claro, exceto listar o que se convém, o que participa da linha editorial de quem publica, e , nesses casos, esvaziada a polêmica – o combustível das listas- pela empatia do público, perde-se a essência do recurso.
Tentei quebrar a cabeça e elaborar alguma listinha, por menos representativa que fosse, baseada na conceituação inicial, mas o máximo que consegui foi relacionar um outro fato desconexo que me chamou atenção durante o ano, de qualquer forma, segue abaixo:


Evento Pirotécnico do ano:

O Apagâo aéreo

Personalidade do Ano

Ângelo de Jesus, lavrador de Pindobaçu que tentou invadir o senado pra falar com Lula

Disco do ano
Ate agora, In rainbows- Radiohead, menos pelas músicas, mais pela inovação.

Filme do Ano

Control

Celebridade do Ano
Amy Winehouse

Melhor apresentação
Britney Spears, no VMA (pelo menos, a mais engraçada)


Melhor Retorno de banda
My Bloody Valentine

Programa de TV

Por Toda minha vida, sobre Renato Russo (bem feitinho)

Tropa de Elite do Ano (Sim ,isso já é uma categoria)

O Recolhimento da biografia de Roberto Carlos

Show do Ano (No Brasil)
New Model Army (Tô devendo um post sobre eles)